Projeto em parceria com ICMBio, Onçafari e JLR instala novas armadilhas fotográficas para monitorar a biodiversidade e proteger espécies ameaçadas como a onça-parda.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Parque Nacional do Itatiaia, o mais antigo do Brasil, retomou o monitoramento de sua fauna com a instalação de 15 novas armadilhas fotográficas em áreas estratégicas. Atualizado em 28 de julho de 2026, o projeto é fruto de uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Jaguar Land Rover (JLR) e a organização Onçafari, visando ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade local e orientar ações de conservação.
A nova fase do projeto dá continuidade a um trabalho que já apresenta resultados significativos. Segundo Felipe Mendonça, gestor do parque, os dados coletados são cruciais para a gestão da unidade. "Os resultados do monitoramento nos dão informações fundamentais para orientar ações de manejo, principalmente em relação ao controle de espécies invasoras, garantindo a conservação do parque da melhor forma possível", destacou Mendonça em entrevista ao jornal A Voz da Cidade.
As câmeras foram distribuídas em trilhas utilizadas pelos animais para registrar mamíferos de médio e grande porte, conforme explicou Gabriela Burattini, líder do monitoramento de fauna do Onçafari. A iniciativa também registrou a presença de espécies exóticas invasoras, como cães domésticos e javalis, que representam um risco ao ecossistema.
Um levantamento realizado entre fevereiro e abril deste ano, antes da instalação das novas câmeras, já havia confirmado a importância do parque como refúgio para a vida selvagem. Durante esse período, foram obtidos 3.423 registros em fotos e vídeos, que permitiram a identificação de 36 espécies de vertebrados, sendo 21 de mamíferos e 15 de aves, de acordo com dados divulgados pelo ICMBio.
Os registros mais notáveis incluem imagens de uma onça-parda circulando tanto na parte alta quanto na baixa do parque. Além disso, as câmeras flagraram uma fêmea de gato-do-mato-pequeno, espécie classificada como "Em Perigo", acompanhada de um filhote na Trilha Rui Braga. Outras espécies ameaçadas identificadas foram:
A presença de filhotes de queixada e de gambá-de-orelha-preta também foi documentada, indicando que o parque oferece condições favoráveis para a reprodução de espécies nativas.
O monitoramento mais recente registrou 36 espécies, incluindo 21 de mamíferos e 15 de aves. Entre os destaques estão a onça-parda, gato-do-mato-pequeno, gato-maracajá, queixada e gato-mourisco, todos com algum grau de ameaça de extinção.
O projeto é fundamental para ampliar o conhecimento sobre a fauna local, avaliar a saúde do ecossistema e orientar ações de manejo e conservação, como o controle de espécies invasoras e a proteção de animais ameaçados.
A iniciativa é uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o parque, a organização Onçafari e a empresa Jaguar Land Rover (JLR).
A retomada do monitoramento com novas armadilhas fotográficas fortalece as ações de proteção da biodiversidade no Parque Nacional do Itatiaia. Os dados coletados são essenciais para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas e a preservação de um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do país.
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