Ave da espécie pinguim-de-magalhães foi encontrada debilitada na areia do Posto 9 e levada para reabilitação. Saiba por que o fenômeno é comum no inverno.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um pinguim surpreendeu banhistas na Praia de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 3 de julho de 2026. A ave foi avistada na altura do Posto 9, caminhou pela faixa de areia e se abrigou sob uma cadeira de praia antes de ser resgatada por equipes especializadas. Atualizado em 3 de julho de 2026.
A ave, identificada como um pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), foi resgatada pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Segundo a equipe técnica, o animal foi encontrado magro, prostrado e debilitado, mas ainda responsivo ao manejo. De acordo com o portal O Sul Fluminense, funcionários de um quiosque instalaram a cadeira para proteger o pinguim do sol enquanto aguardavam o resgate.
Após a captura, o pinguim foi encaminhado ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS) da Universidade Santa Úrsula, onde receberá cuidados veterinários, conforme noticiado pelo GLOBO e Terra.
A aparição de pinguins no litoral do Sudeste é um fenômeno comum durante o inverno. As aves migram de suas colônias na Patagônia, no sul da Argentina e do Chile, em busca de alimento. Durante a longa jornada, muitos chegam à costa brasileira exaustos, doentes ou desidratados.
Apenas na temporada de 2026, o PMP-BS já registrou 132 pinguins-de-magalhães entre Paraty e Saquarema, dos quais 84 foram encontrados mortos. Na cidade do Rio de Janeiro, foram 54 ocorrências, com 15 animais resgatados com vida e 39 mortos, segundo dados do projeto.
Especialistas e órgãos ambientais orientam a população sobre como agir ao avistar um animal marinho debilitado na areia. As recomendações são claras para garantir a segurança da ave e das pessoas.
Se um pinguim está na areia, é provável que ele tenha saído do mar por estar cansado ou doente. Forçá-lo a voltar pode agravar seu estado de saúde.
Evite manusear o animal para não causar estresse adicional. Mantenha pessoas e animais domésticos afastados. Além disso, não tente alimentá-lo, pois a dieta é específica e o manejo inadequado pode ser prejudicial.
Ao encontrar um pinguim ou outro animal marinho, acione imediatamente o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BS) pelos telefones 0800 642 3341 ou 0800 999 5151 para que uma equipe especializada realize o resgate adequado.
O resgate do pinguim em Ipanema destaca a importância da conscientização pública e da ação rápida de equipes especializadas. O aparecimento dessas aves é um lembrete da longa e árdua jornada migratória que realizam e da necessidade de proteger a vida selvagem, seguindo as orientações corretas ao encontrá-las.
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