A população de tigres, antes à beira da extinção, apresenta uma recuperação histórica em países como Nepal e Índia, com crescimento de 21% em censo recente. Saiba o que explica esse sucesso e os desafios que persistem.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A população de tigres selvagens, que esteve à beira da extinção por décadas, apresenta uma recuperação histórica que surpreende cientistas e conservacionistas. No Nepal, o número de indivíduos atingiu 429, um crescimento de quase 21% em relação ao censo de 2022, que havia contabilizado 355 animais. Atualizado em 30 de julho de 2026.
Este avanço é resultado de um esforço conjunto entre governos e comunidades locais, especialmente em países como Nepal e Índia, que hoje abriga cerca de 75% dos tigres do mundo. Os números globais também refletem uma tendência positiva, embora a espécie ainda seja classificada como "Em Perigo" pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN).
O sucesso na conservação dos tigres é atribuído a uma combinação de políticas governamentais rigorosas, envolvimento comunitário e avanços tecnológicos no monitoramento. Países que se comprometeram a dobrar sua população de tigres até 2022, como o Nepal, foram os primeiros a atingir a meta, segundo a CNN Brasil.
A Índia, por meio do "Projeto Tigre" lançado em 1973, mais do que dobrou sua população de 1.411 indivíduos em 2006 para 3.167 em 2022. O país criou 53 reservas de tigres e investiu na realocação de aldeias para ampliar o habitat dos felinos, conforme relatado pela CNN Brasil. No Nepal, o foco em corredores de vida selvagem para conectar habitats fragmentados e o envolvimento das comunidades em projetos de ecoturismo foram cruciais para o sucesso, de acordo com o World Wildlife Fund (WWF).
A aplicação de leis mais rígidas contra a caça ilegal tem sido fundamental. No Nepal, a pena para caçar um tigre pode chegar a 15 anos de prisão, como destaca a National Geographic. Além disso, o uso de tecnologia, como mais de 3.600 câmeras com sensor de movimento e drones, permitiu um monitoramento mais preciso e eficaz das populações, ajudando a identificar cada animal por suas listras únicas.
A recuperação é visível nos censos realizados em diferentes países e em uma reavaliação global. Embora os números mostrem um aumento real, parte da alta se deve a métodos de contagem mais precisos.
O sucesso na recuperação dos tigres trouxe um novo desafio: o aumento do conflito entre humanos e animais. Com mais tigres disputando território, os encontros com comunidades locais se tornaram mais frequentes. Segundo dados do governo nepalês, pelo menos 38 pessoas morreram em ataques de tigres entre 2019 e 2023. Especialistas alertam que é crucial investir em programas de coexistência para garantir a segurança das pessoas que vivem perto dos habitats dos felinos.
De acordo com a última reavaliação da IUCN, existem entre 3.726 e 5.578 tigres selvagens no mundo. Esse número representa um aumento de 40% em relação a 2015, em parte devido a métodos de monitoramento mais eficazes.
As principais ameaças aos tigres são a caça ilegal para o comércio de suas partes e a perda e fragmentação de seu habitat, causada pela expansão da agricultura e ocupação humana. Atualmente, os tigres ocupam menos de 7% de sua área de vida original.
A Índia abriga a maior população de tigres do mundo, com aproximadamente 75% do total global. O país mais do que dobrou seu número de tigres desde 2006 graças a intensos esforços de conservação.
A recuperação da população de tigres é uma das maiores histórias de sucesso da conservação moderna, provando que esforços dedicados podem reverter tendências de extinção. O crescimento no Nepal e na Índia oferece um modelo para outros países. No entanto, o desafio futuro será garantir a coexistência pacífica entre os grandes felinos e as comunidades humanas, equilibrando a proteção da vida selvagem com a segurança das pessoas.
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