Iniciativa do Instituto Últimos Refúgios na Serra (ES) usa atividades lúdicas para desmistificar o medo de gambás e ensinar sobre seu papel ecológico. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um projeto de educação ambiental na Serra (ES) está transformando a relação de crianças com a fauna local, ensinando-as a respeitar e proteger os gambás encontrados em áreas urbanas. Atualizado em 22 de junho de 2026, a iniciativa "Conhecendo os Marsupiais do Espírito Santo", do Instituto Últimos Refúgios, utiliza uma abordagem lúdica para desmistificar o medo e mostrar a importância desses animais para o ecossistema.
A estratégia do projeto é unir ciência com afeto, especialmente para crianças de 4 e 5 anos. Em escolas como o CMEI Professora Angelina Vasconcellos, na Serra, a equipe promove atividades leves para despertar a curiosidade dos pequenos. Conforme detalhado pelo Instituto Últimos Refúgios, a programação inclui a contação de histórias, como a do livro "O que a mamãe leva na bolsa?", que explica de forma simples como os gambás vivem e por que são importantes para a saúde das matas.
O ponto alto da ação é a interação com a mascote Penélope, uma gambá-de-orelha-preta em tamanho real. A dinâmica busca substituir o preconceito e o medo pelo carinho e respeito, permitindo que as crianças abracem e interajam com o personagem de forma segura e divertida.
A presença de gambás em áreas urbanas é um reflexo do avanço das cidades sobre habitats naturais. No entanto, esses animais desempenham um papel ecológico fundamental. De acordo com informações do portal Agron, os gambás são controladores biológicos naturais, alimentando-se de insetos, pequenos animais e até escorpiões, aos quais são imunes.
Além disso, ao consumirem frutas, eles atuam como dispersores de sementes, colaborando para a regeneração de áreas verdes. Longe de serem agressivos, são animais tímidos que evitam contato com humanos e são protegidos pela Lei Federal nº 9.605/98, que torna sua captura ou maus-tratos um crime ambiental.
Projetos como o realizado na Serra reforçam a necessidade de abordar a pauta ambiental desde cedo. A educação ambiental na infância contribui para a construção de valores como empatia, cuidado e respeito, formando cidadãos mais conscientes, como aponta o portal Educador. Desenvolver essa consciência ecológica ainda na infância é visto como uma chave para a construção de uma sociedade mais sustentável e saudável, que entende seu papel na preservação dos recursos naturais.
É uma iniciativa do Instituto Últimos Refúgios que atua na conservação dos marsupiais brasileiros por meio de pesquisa científica, sensibilização ambiental e reabilitação de animais, como descrito em seu site oficial. As ações em escolas da Serra contam com o apoio do Sicoob.
Não. Gambás não são agressivos e sua principal defesa é expelir um odor forte. O risco de transmissão de doenças como a raiva para humanos é considerado extremamente baixo. Mesmo assim, o contato direto com qualquer animal silvestre deve ser evitado, conforme orienta o portal Agron.
O ideal é observar à distância e permitir que o animal siga seu caminho. Para evitar que eles se instalem, mantenha o lixo bem fechado, recolha frutas caídas e não deixe ração de pets exposta durante a noite. Se o animal parecer ferido ou estiver preso, acione os órgãos ambientais locais ou o Corpo de Bombeiros.
O projeto do Instituto Últimos Refúgios na Serra é um exemplo prático de como a educação ambiental pode transformar a percepção sobre a fauna urbana. Ao ensinar crianças a verem os gambás como aliados, a iniciativa promove uma convivência mais harmoniosa e consciente, garantindo a proteção desses importantes animais e fortalecendo a cultura de respeito ao meio ambiente desde a infância.
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