Um saruê foi visto por moradores em São Vicente (SP). Entenda por que a presença do animal é comum, seus benefícios para o ecossistema e o que fazer.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um saruê, também conhecido como gambá-de-orelha-preta, foi localizado por moradores no meio de folhagens em uma área residencial de São Vicente, no litoral de São Paulo, gerando curiosidade. Atualizado em 18 de agosto de 2026. Apesar da aparência que pode causar estranheza, biólogos ressaltam a importância ecológica do animal, que é um aliado no controle de pragas urbanas.
A presença de saruês em cidades como São Vicente está diretamente ligada à expansão urbana sobre áreas de mata nativa, o que reduz seu habitat natural. De acordo com especialistas, esses animais se adaptam bem ao ambiente urbano devido à farta oferta de alimentos, como restos em lixos e frutas em quintais, e à ausência de predadores naturais. Avistamentos não são incomuns na região; em anos anteriores, o Pelotão Ambiental já realizou resgates de saruês em situações curiosas, como um que se instalou em um sofá e outro que ficou preso no porão de um prédio.
A importância do saruê para o equilíbrio ecológico urbano é frequentemente subestimada. Sendo um animal onívoro, sua dieta é variada e inclui insetos, frutas, pequenos roedores, ovos e até animais peçonhentos. Conforme publicações especializadas, ele atua como um controlador natural de pragas, consumindo baratas, escorpiões, carrapatos e ratos, que representam riscos à saúde humana. Além disso, ao se alimentar de frutas, o saruê ajuda na dispersão de sementes, contribuindo para a vegetação local.
A orientação de órgãos ambientais é não se aproximar, alimentar ou encurralar o animal. O ideal é abrir um caminho para que ele possa sair sozinho. O saruê não costuma ser agressivo e só ataca quando se sente acuado. Em caso de necessidade, o resgate deve ser feito por equipes especializadas, como a Polícia Ambiental ou o Pelotão Ambiental local.
Não. O saruê é um animal pacífico e de hábitos noturnos. Sua principal estratégia de defesa é a tanatose, que consiste em se fingir de morto para escapar de ameaças. Ele também pode exalar um odor forte quando estressado, mas raramente ataca. Incidentes, como tentativas de mordida, ocorrem apenas quando o animal se sente extremamente ameaçado.
Sua dieta é onívora, ou seja, ele come praticamente de tudo. Isso inclui frutas, insetos, pequenos vertebrados (como ratos), ovos, cobras, escorpiões e restos de comida encontrados no lixo doméstico, o que explica sua presença frequente em áreas residenciais.
O aparecimento de um saruê em São Vicente reforça a necessidade de convivência harmônica entre humanos e a fauna silvestre adaptada às cidades. Longe de ser uma ameaça, este marsupial desempenha um papel vital no ecossistema urbano, atuando como um importante controlador de pragas. A informação correta é a melhor ferramenta para garantir a segurança tanto dos moradores quanto dos animais.
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