Uma sucuri de 2,5 metros foi encontrada presa em uma tarrafa velha por um guia de turismo na região de Miranda, no Pantanal. Veja como foi o resgate do animal.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma sucuri de aproximadamente 2,5 metros foi resgatada após ficar presa em uma rede de pesca abandonada no Pantanal, na região de Miranda (MS). Atualizado em 8 de julho de 2026. O flagrante foi feito pelo guia de turismo Nadir da Silva durante um passeio de barco com visitantes, que registraram a ação em vídeo.
O guia Nadir da Silva, conhecido como Nadir Ecotour, avistou a cobra enroscada em uma tarrafa velha às margens de um rio na manhã de domingo (6), de acordo com o portal Campo Grande News. O animal apresentava sinais de desgaste físico. Com a ajuda de outro guia, Nadir utilizou uma faca para cortar a rede e libertar a sucuri.
A operação foi acompanhada por turistas que estavam em dois barcos, incluindo três crianças. Após ser solta, a serpente permaneceu no local por alguns instantes para se recuperar e, em seguida, retornou para a vegetação. Ao passarem pelo mesmo trecho mais tarde, os guias confirmaram que o animal já havia deixado o local.
Para o guia, a experiência serviu como uma lição prática sobre a importância da preservação ambiental. "Salvar uma sucuri ou uma borboleta tem o mesmo valor para nós. Trabalhamos com ecoturismo porque amamos a natureza e entendemos que nossa função é ajudar a preservar o Pantanal", afirmou Nadir da Silva ao Campo Grande News.
Mato Grosso do Sul é um refúgio para duas das quatro espécies de sucuri existentes: a sucuri-verde (Eunectes murinus), a maior do mundo, e a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), comum na região. Apesar da fama e do tamanho imponente, que pode ultrapassar os 7 metros, especialistas afirmam que esses animais têm comportamento tranquilo e evitam o contato com humanos, conforme aponta o G1.
A bióloga Juliana Terra reforça que existe muito sensacionalismo sobre a espécie e que a morte direta por humanos ainda é um dos principais fatores de risco para as sucuris. Não há registros comprovados de ataques fatais a pessoas, e, quando confrontadas, a tendência do animal é fugir.
A sucuri resgatada no Pantanal media aproximadamente 2,5 metros de comprimento, segundo o guia de turismo que realizou o salvamento.
O resgate ocorreu às margens de um rio na região de Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, durante um passeio de barco com turistas.
Não. Sucuris não são peçonhentas e, segundo biólogos, não há registros oficiais de ataques fatais a seres humanos. Elas geralmente evitam contato e são consideradas animais de comportamento calmo, preferindo fugir a atacar.
O resgate da sucuri em Miranda destaca tanto a vulnerabilidade da fauna pantaneira frente ao lixo humano, como redes de pesca abandonadas, quanto a importância do ecoturismo consciente para a preservação. A ação rápida dos guias garantiu a sobrevivência do animal, reforçando o papel fundamental da comunidade local na proteção da biodiversidade.
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