Uma sucuri-amarela de quase quatro metros foi registrada na Transpantaneira, em Poconé (MT), em meio a jacarés. Entenda o que torna o flagrante raro.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma sucuri-amarela (Eunectes notaeus) com tamanho estimado em quase quatro metros foi registrada na Rodovia Transpantaneira, em Poconé, Mato Grosso, no dia 2 de outubro de 2026. O flagrante foi feito pelo guia de turismo Marcos Halem Félix, que atua na região há mais de 25 anos e classificou o animal como o maior que já encontrou. A serpente se movia entre a vegetação e a água, em um trecho conhecido pela alta concentração de jacarés. Atualizado em 8 de outubro de 2026.
O encontro ocorreu no quilômetro 16 da Transpantaneira, uma das principais vias de acesso ao Pantanal mato-grossense. Segundo relatos do guia Marcos Halem Félix, o avistamento aconteceu em um dia nublado e com chuviscos, condição incomum para a espécie, que geralmente busca locais mais quentes. Félix, que também atua na Amazônia e no Cerrado, afirmou que este foi o terceiro registro de sucuri em 15 dias de trabalho, mas que o tamanho deste exemplar foi notável.
A estimativa de quase quatro metros foi baseada na observação visual, pois o animal não foi capturado ou medido oficialmente. "Com certeza, a maior que já avistei em toda a minha vida", declarou o guia, conforme noticiado pela Super Rádio Tupi e pela Folha de Curitiba.
Apesar da proximidade com um ponto de alta concentração de jacarés, não foi observada nenhuma interação ou ataque entre as espécies durante o flagrante. Embora jacarés possam fazer parte da dieta de grandes sucuris, a simples presença dos animais no mesmo ambiente não confirma uma situação de caça. A serpente poderia estar apenas se deslocando entre diferentes corpos d'água, um comportamento comum para a espécie.
A sucuri-amarela, também conhecida como sucuri-do-Pantanal, tem fêmeas maiores que os machos. As fêmeas podem atingir cerca de 4,4 metros de comprimento, enquanto os machos chegam a aproximadamente 2,5 metros. O peso pode variar de 25 a 55 quilos. O exemplar avistado, portanto, era provavelmente uma fêmea de grande porte.
Não, a sucuri-amarela não é venenosa. Assim como outras sucuris, ela é uma serpente constritora, o que significa que mata suas presas por sufocamento, envolvendo o corpo ao redor da vítima e apertando até impedir a respiração.
Sua dieta é variada e adaptada ao ambiente aquático. Alimenta-se principalmente de aves, ovos, peixes, outros répteis (incluindo jacarés e lagartos) e mamíferos de pequeno e médio porte, como capivaras e cervos.
O avistamento da sucuri gigante por um profissional experiente reforça a biodiversidade da região de Poconé e da Transpantaneira, um verdadeiro refúgio para a vida selvagem. O relato de Marcos Halem Félix, "foi de tirar o fôlego", evidencia como a natureza pantaneira ainda é capaz de surpreender até os observadores mais acostumados com suas paisagens.
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