Um guia registrou uma sucuri-amarela de grande porte com o corpo visivelmente inchado no Pantanal. O volume sugere uma refeição recente. Veja os detalhes.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma sucuri-amarela de grande porte, visivelmente inchada, foi registrada em vídeo no Pantanal sul-mato-grossense, surpreendendo um grupo de turistas holandeses. Atualizado em 12 de agosto de 2026. O flagrante, feito pelo guia Zé Mineiro, mostra a serpente deslizando lentamente pela água, e o volume em seu corpo indica que ela havia se alimentado recentemente, conforme relatado pelo G1.
O encontro ocorreu enquanto o guia e produtor de conteúdo Zé Mineiro conduzia um passeio de barco com visitantes da Holanda. A aproximação lenta do animal, com seu tamanho e corpo dilatado, chamou a atenção do grupo. "Hoje fomos contemplados com esse presente logo pela manhã", escreveu o guia em uma rede social, segundo o G1.
O inchaço no corpo da serpente é um sinal claro de uma refeição recente. Embora não tenha sido possível identificar a presa no momento do flagrante, a sucuri-amarela é uma predadora que se alimenta de diversos animais, incluindo peixes, aves, mamíferos e outros répteis. De acordo com a organização SOS Pantanal, a dieta da espécie pode incluir até mesmo capivaras, catetos (porcos-do-mato) e pequenos jacarés.
Também conhecida como sucuri-do-Pantanal, a Eunectes notaeus é uma das maiores serpentes do Brasil, mas é menor que sua parente, a sucuri-verde da Amazônia.
As fêmeas, geralmente maiores que os machos, podem atingir até 4,6 metros de comprimento e pesar cerca de 40 quilos, como aponta o G1. A espécie vive em áreas alagadas, como pântanos e brejos, sendo perfeitamente adaptada aos ciclos de cheia e seca do bioma.
A sucuri-amarela não é peçonhenta, ou seja, não possui veneno. Para abater suas presas, ela utiliza a constrição, enrolando-se ao redor da vítima até causar uma parada cardiorrespiratória. Apesar de seu tamanho imponente, a espécie não costuma representar uma ameaça a seres humanos e não os vê como parte de sua dieta, conforme destaca a SOS Pantanal.
As fêmeas da sucuri-amarela podem atingir entre 4 e 4,6 metros de comprimento e pesar, em média, 30 quilos, podendo chegar aos 40 quilos. Os machos são menores.
Não. A espécie não é peçonhenta e não tem humanos como presa. Ataques são extremamente raros e geralmente ocorrem apenas como defesa se o animal se sentir ameaçado ou for manuseado incorretamente.
Sua dieta é variada e inclui peixes, aves, ovos, pequenos mamíferos e répteis. Há registros de presas maiores, como cervos, capivaras e catetos (porcos-do-mato).
O registro da sucuri-amarela gigante no Pantanal reforça a riqueza da biodiversidade brasileira e a importância da preservação de seus habitats. Encontros como este proporcionam uma visão única do comportamento de um dos maiores predadores do bioma.
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