Registro inédito do urutau-de-asa-branca, ave criticamente ameaçada, ocorreu no Parque Nacional do Descobrimento. Entenda a importância da descoberta.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O urutau-de-asa-branca (Nyctibius leucopterus), uma das aves mais raras e ameaçadas do Brasil, foi filmado pela primeira vez no Parque Nacional do Descobrimento, no sul da Bahia. Conhecida como "ave fantasma", a espécie foi registrada durante uma expedição em outubro de 2026, confirmando sua presença em uma área onde ainda não era conhecida pela ciência. Atualizado em 22 de outubro de 2026.
A descoberta ocorreu durante a segunda campanha de campo para catalogar a avifauna do Parque Nacional do Descobrimento e da Terra Indígena Comexátibá. Uma equipe de pesquisadores e lideranças indígenas ouviu a vocalização da ave no início da expedição, mas o registro visual só aconteceu no último dia de atividades, conforme relatos dos participantes.
As imagens foram gravadas pelo guia de observação de aves Jaílson Souza. "Descobrir ela aqui, e fazer esse primeiro registro da ave para a unidade foi emocionante, o achado fortalece a importância da conservação e proteção da natureza", declarou Souza em entrevista ao portal G1.
Carlos Silva, conhecido como Piatã Pataxó, condutor e liderança do povo Pataxó, também celebrou o momento. "O registro do urutau-de-asa-branca foi uma vitória pra nós, pois nós ouvimos a ave vocalizar desde o primeiro dia da campanha e somente no último conseguimos com sucesso fazer a observação e registros dela", afirmou.
O urutau-de-asa-branca é uma ave noturna famosa por sua incrível capacidade de camuflagem, que a torna quase invisível em galhos de árvores, rendendo-lhe os apelidos de "ave fantasma" e "mãe-da-lua-de-asa-branca". Com cerca de 30 centímetros, possui plumagem escura e uma mancha branca característica nas asas.
O registro amplia o conhecimento sobre a distribuição da espécie e reforça a importância do Parque Nacional do Descobrimento, criado em 1999. Segundo Rafaela Campostrini Forzza, pesquisadora do ICMBio, o parque é "o maior fragmento de floresta de tabuleiro do Nordeste" e a ocorrência da ave reforça seu valor para a biodiversidade.
A expedição teve apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Maturembá e da WWF. O urutau-de-asa-branca se tornará uma espécie-bandeira para a conservação local e será destaque no guia de aves do parque, com publicação prevista para o primeiro semestre de 2027.
É uma espécie de ave noturna, nativa da Mata Atlântica e da Amazônia, considerada criticamente ameaçada de extinção. É conhecida por sua habilidade de se camuflar perfeitamente em troncos e galhos de árvores.
O registro inédito ocorreu no Parque Nacional do Descobrimento, localizado no município de Prado, no extremo sul da Bahia. Foi a primeira vez que a espécie foi oficialmente documentada nesta unidade de conservação federal.
Ela recebe o apelido de "ave fantasma" por ser extremamente difícil de avistar. Seus hábitos noturnos e sua plumagem, que imita um galho quebrado, permitem que ela permaneça imóvel e passe despercebida por predadores e observadores.
O primeiro registro do urutau-de-asa-branca no Parque Nacional do Descobrimento é um marco para a ornitologia e para a conservação da Mata Atlântica. A descoberta, fruto da colaboração entre cientistas e comunidades indígenas, não apenas expande o mapa de ocorrência de uma espécie rara, mas também fortalece os esforços de proteção ambiental e ecoturismo na região.
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