Com seis meses, o filhote de onça-pintada Xingu faz sua estreia no BioParque Vale Amazônia. Saiba mais sobre o evento e a importância para a conservação da espécie.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O filhote de onça-pintada Xingu, de seis meses, será apresentado ao público pela primeira vez neste domingo (19) no BioParque Vale Amazônia, em Parauapebas, no sudeste do Pará. Atualizado em 19 de julho de 2026, o evento marca um passo importante para o animal e para os esforços de conservação da espécie, ameaçada de extinção.
Nascido em 27 de dezembro do ano anterior, Xingu atinge uma fase crucial de seu desenvolvimento. Segundo o veterinário Nereston de Camargo, este é um período de importantes aprendizados com sua mãe, Marília. "A ampliação do espaço permite que ele explore mais o ambiente e aprenda com a mãe etapas importantes", explicou Camargo, conforme noticiado pelo G1. Durante esta fase, o filhote aprende a nadar, escalar e afiar as unhas, sempre sob o monitoramento da equipe técnica do bioparque.
Xingu é o sétimo filhote de onça-pintada nascido no BioParque nos últimos 12 anos e o terceiro com genética do cerrado, reforçando o sucesso do programa de reprodução em cativeiro. Seus pais, Marília e Zezé, têm uma história que destaca a missão do parque: Marília foi resgatada de cativeiro ilegal, e Zezé nasceu em uma instituição em Goiás, filho de pais também resgatados. Por terem vivido sob influência humana, eles não podem ser reintroduzidos na natureza.
O nome Xingu foi escolhido por votação popular em março, homenageando um dos principais afluentes do rio Amazonas, seguindo a tradição do parque de usar nomes indígenas para os filhotes.
Localizado na Floresta Nacional de Carajás, o BioParque Vale Amazônia atua há mais de 40 anos na preservação de espécies. O local abriga cerca de 360 animais de 70 espécies diferentes e é uma referência em programas de conservação em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além de onças, o parque já registrou o nascimento de outras espécies ameaçadas, como arara-azul, gavião-real e anta.
Xingu será apresentado ao público pela primeira vez no domingo, 19 de julho, como parte da programação de férias do BioParque Vale Amazônia, em Parauapebas (PA).
Por ter nascido em cativeiro e ser filho de pais que também não puderam ser reintroduzidos ao habitat natural, Xingu não desenvolveu as habilidades essenciais para sobreviver na vida livre. Ele permanecerá sob cuidados humanos, contribuindo para a conservação e educação ambiental.
Sua mãe, Marília, foi resgatada de um cativeiro ilegal. Seu pai, Zezé, nasceu em uma instituição em Goiás e descende de animais também retirados de situação irregular.
A apresentação de Xingu ao público não é apenas uma atração, mas um marco que celebra os esforços contínuos para a preservação da onça-pintada. O evento no BioParque Vale Amazônia reforça a importância de programas de reprodução em cativeiro e da conscientização sobre o tráfico de animais silvestres.
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