Por mais de 40 anos, Jadav Payeng plantou árvores diariamente na Índia, criando sozinho uma floresta de 550 hectares que hoje abriga tigres e elefantes. Conheça a jornada do "Homem-Floresta".
Olyvio Marques
Editor · Sustentabilidade · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A história de Jadav Payeng, conhecido como o "Homem-Floresta" da Índia, é a prova de que uma única pessoa pode transformar o planeta. Por mais de 40 anos, ele plantou árvores diariamente e criou sozinho uma floresta de 550 hectares em uma área antes desértica, um feito que resultou em um ecossistema maior que o Central Park de Nova York. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Nascido em 1963 na comunidade Mishing, em Assam, na Índia, Jadav "Molai" Payeng era um agricultor que testemunhou o impacto da degradação ambiental em sua região. O ponto de virada ocorreu em 1979, quando, ainda adolescente, ele encontrou centenas de cobras mortas pelo calor em um banco de areia desprotegido após uma enchente do rio Brahmaputra. Conforme relatado por diversas fontes, a cena o marcou profundamente e o motivou a agir.
Sem apoio governamental ou de ONGs, Payeng iniciou uma missão solitária: reflorestar a área para evitar que a tragédia se repetisse. O que começou como um gesto individual se transformou em um trabalho de décadas.
O processo de criação da hoje chamada "Floresta Molai" foi lento e metódico. Payeng começou plantando mudas de bambu, uma espécie de crescimento rápido que ajuda a conter a erosão do solo. Diariamente, ele recolhia sementes, plantava novas mudas e as irrigava carregando baldes de água.
Com o tempo, ele diversificou o plantio com árvores maiores e nativas, como a teca. O que era um banco de areia estéril se transformou em um bosque e, finalmente, em uma floresta densa e exuberante de 550 hectares — área superior aos 341 hectares do Central Park, em Nova York.
A floresta criada por Payeng não apenas combateu a erosão, mas também se tornou um habitat para uma rica biodiversidade. Hoje, o local abriga espécies como elefantes-asiáticos, tigres-de-bengala, rinocerontes-indianos, cervos e diversas aves. A vegetação densa ajuda a minimizar os efeitos das enchentes anuais do rio Brahmaputra.
Seu trabalho, antes desconhecido, ganhou atenção mundial a partir dos anos 2000. Em 2012, ele recebeu o título de "Homem da Floresta da Índia" do governo indiano e, em 2015, foi homenageado pela ONU por sua contribuição ambiental.
A Floresta Molai está localizada na ilha de Majuli, em uma área chamada Aruna Chapori, no estado de Assam, nordeste da Índia. Ela foi cultivada em um banco de areia às margens do rio Brahmaputra.
Estima-se que Jadav Payeng tenha sido responsável pelo plantio de mais de 40 milhões de árvores ao longo de mais de quatro décadas de trabalho contínuo.
Sua motivação surgiu em 1979, após testemunhar a morte de centenas de cobras por desidratação e calor em um banco de areia sem vegetação, devastado por uma enchente. Ele decidiu plantar árvores para criar um abrigo e evitar que outros animais tivessem o mesmo destino.
A jornada de Jadav Payeng é um poderoso lembrete do impacto da ação individual. Em um mundo que enfrenta crises climáticas e desmatamento em larga escala, sua história prova que a perseverança e a dedicação de uma única pessoa podem regenerar um ecossistema, inspirando projetos de reflorestamento em todo o mundo. A Floresta Molai é mais do que um conjunto de árvores; é um legado de esperança.
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