Romeu, um pequeno bailarino do Paraná, viralizou ao desabafar sobre ofensas na escola. Sua história gerou uma onda de apoio e um convite da Escola Bolshoi.
Olyvio Marques
Editor · Comportamento · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 24 de julho de 2026. O relato de Romeu, um menino de apenas 6 anos de Campina Grande do Sul (PR), sobre o preconceito que enfrenta na escola por praticar balé, emocionou a internet e gerou uma onda de apoio. O vídeo viralizou e chegou até a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, que fez um convite especial ao pequeno bailarino para participar de sua seleção futura.
Em um vídeo compartilhado por seus pais que se aproxima de 500 mil visualizações, Romeu, aluno do Studio Bianca Lopes, conta que é alvo de comentários ofensivos por parte de colegas. "Quando eu olho para trás, eu ouço: ‘O Romeu é uma menininha’. Eu abaixo a cabeça e tampo o meu ouvido", desabafa o menino, segundo o portal ND Mais. Ele também relatou ouvir que "não ia dar em nada" por dançar e usar o cabelo amarrado.
Apesar das ofensas, Romeu deixou uma mensagem de incentivo para outras crianças. "Se você é bailarino, nunca desista dos seus sonhos. Faça o que você gosta e não olhe para trás", afirmou.
A repercussão do vídeo chegou à renomada instituição de dança em Joinville, que respondeu à publicação com uma mensagem de apoio. "Romeu, nunca desista dos seus sonhos! A dança é para todos, seja menina ou menino. E quando você fizer 9 anos, te esperamos aqui na seleção da Escola Bolshoi, Romeu!", escreveu a escola, conforme noticiado pelo Ponto Norte Joinville.
A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, fundada em 2000, é a única filial do tradicional Teatro Bolshoi de Moscou e uma referência na formação de bailarinos no país.
A história de Romeu não é um caso isolado. Outros meninos que sonham com a dança também enfrentam barreiras semelhantes. Relatos mostram que comentários como "balé não é coisa de menino" ou chamar os praticantes de "menininha" são comuns e, em alguns casos, levam à desistência da atividade, como o caso de um menino em Porto Alegre que abandonou as aulas após ser "zoado" por colegas.
Apesar dos desafios, histórias de superação são frequentes, com jovens bailarinos de diversas partes do Brasil vencendo o preconceito para conquistar vagas em instituições como o próprio Bolshoi.
Romeu, de 6 anos, relatou em um vídeo que colegas da escola o chamam de "menininha" e dizem que ele "não ia dar em nada" por praticar balé e usar o cabelo preso.
A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, incentivou Romeu a não desistir de seus sonhos e o convidou para participar do processo seletivo da instituição quando ele completar 9 anos, a idade mínima para a seleção.
A escola fica na cidade de Joinville, em Santa Catarina, e é a única filial do Teatro Bolshoi de Moscou no mundo.
A história de Romeu destaca a persistência do preconceito contra meninos no balé, mas também revela o poder da solidariedade e das redes sociais para transformar uma situação dolorosa em uma oportunidade inspiradora. A resposta da Escola Bolshoi reforça que o talento e a paixão pela dança não têm gênero.
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