Maria das Dores Batista, de 84 anos, estava hospitalizada desde o fim de abril; autoridades de saúde investigam a causa do óbito e aguardam laudos laboratoriais.
Olyvio Marques
Editor · Saúde · · 1 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma idosa de 84 anos, identificada como Maria das Dores do Nascimento Batista, morreu na noite desta segunda-feira (25), em Natal, após passar quase um mês internada com suspeita de intoxicação por ciguatera. A informação foi confirmada por familiares e pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal.
Conhecida como Dona Dorinha, a idosa foi hospitalizada no dia 26 de abril, horas após consumir um peixe do tipo "bicuda" durante um almoço em família. O pescado teria sido comprado em uma feira livre da capital potiguar. Além dela, outras pessoas da família também apresentaram sintomas, mas receberam alta.
Segundo relatos de parentes, a vítima chegou a ser internada na UTI, apresentou melhora e foi transferida para a enfermaria, mas seu quadro de saúde voltou a se agravar, evoluindo para o óbito.
O caso é tratado como suspeita de intoxicação por ciguatera e segue em investigação. A SMS de Natal informou que amostras da paciente foram coletadas e enviadas para análise em um laboratório de referência fora do Rio Grande do Norte. A Vigilância Sanitária também recolheu partes do peixe que haviam sido congeladas para análise. O resultado dos laudos ainda é aguardado.
Até o momento, este é o único óbito entre cerca de 100 pacientes investigados com sintomas compatíveis com a intoxicação em Natal em 2026. A secretaria municipal registrou 31 surtos relacionados ao consumo de peixes neste ano, com sete confirmações laboratoriais para ciguatoxina.
A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes contaminados com ciguatoxinas, produzidas por microalgas presentes em recifes de corais. A toxina se acumula em peixes maiores, como a barracuda (bicuda), e não é eliminada por cozimento, congelamento ou salga.
Os sintomas geralmente aparecem entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão e incluem náuseas, vômitos, diarreia, dores musculares, fraqueza, coceira intensa e alterações neurológicas. Não existe tratamento específico ou antídoto, sendo o manejo clínico focado no alívio dos sintomas.
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