Paciente com esclerose lateral amiotrófica (ELA) conseguiu dizer 'eu te amo' à esposa após receber chip experimental. Entenda como a tecnologia converte sinais cerebrais em voz.
Olyvio Marques
Editor · Saúde · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um homem com esclerose lateral amiotrófica (ELA) voltou a se comunicar por voz após receber um implante cerebral experimental da Neuralink, empresa de Elon Musk. Terence “Terry” Mandable, de Washington, D.C., conseguiu dizer "eu te amo" para sua esposa, Lori, usando apenas a atividade cerebral para controlar o dispositivo. Atualizado em 26 de setembro de 2026.
O dispositivo, chamado N1, foi implantado na região do cérebro de Mandable responsável pelos movimentos da fala. Segundo a Neuralink, eletrodos registram a atividade de milhares de neurônios enquanto algoritmos de inteligência artificial aprendem a decodificar os padrões associados à intenção de falar (Forbes Brasil, O Globo).
Após um período de treinamento, o sistema converte esses sinais cerebrais em texto e, em seguida, em uma voz sintetizada. O processo de treinamento ocorreu em duas fases: primeiro, Mandable imitava os movimentos da fala sem emitir som; depois, passou a apenas pensar nas palavras (Rede 98).
Um detalhe notável do projeto é que a voz sintetizada foi criada a partir de gravações de Terry Mandable feitas antes de a doença comprometer sua fala. De acordo com a Neuralink, isso aproxima o resultado do timbre original do paciente, tornando a comunicação mais pessoal e autêntica (Rede 98).
Terence Mandable foi diagnosticado com ELA em 2024. A doença progressiva comprometeu sua capacidade de falar, dificultando a comunicação com familiares e amigos. Antes do diagnóstico, ele havia sido promovido a sócio na empresa onde trabalhava, mas precisou se afastar com o avanço dos sintomas (Forbes Brasil).
Sua esposa, Lori, descreveu o marido como uma pessoa extrovertida que "adora conversar", afirmando que ver a perda de sua capacidade de comunicação era "de partir o coração" (O Globo). Para Mandable, a tecnologia representa a esperança de voltar a participar das conversas. "Perder a voz me afetou de muitas maneiras", afirmou ele.
Não. O dispositivo ainda é experimental e não recebeu aprovação da Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora dos Estados Unidos, para uso geral. A própria Neuralink ressalta que os resultados obtidos com um participante não garantem o mesmo desempenho em outros pacientes (Forbes Brasil).
Terence “Terry” Mandable é um morador de Washington, D.C., diagnosticado com ELA em 2024. Ele é o terceiro participante do estudo VOICE da Neuralink, que visa ajudar pessoas que perderam a capacidade de falar devido a condições como ELA, AVC ou lesões na medula espinhal (Rede 98).
O implante não lê pensamentos aleatórios. Ele é treinado para reconhecer sinais neurais específicos ligados à *intenção* de produzir os movimentos da fala. O sistema de inteligência artificial aprende a associar esses padrões cerebrais a palavras específicas, que são então convertidas em voz (Tribuna do Sertão).
O caso de Terence Mandable representa um avanço significativo na interface cérebro-computador, oferecendo esperança para pacientes com condições que afetam a fala. Embora a tecnologia da Neuralink ainda esteja em fase de investigação e não esteja disponível comercialmente, o sucesso em devolver a capacidade de comunicação a um paciente demonstra o potencial transformador da neurotecnologia.
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