Uma paciente de 72 anos foi submetida a uma cirurgia para implantar uma prótese no joelho esquerdo, mas acordou com o procedimento feito no lado direito. Veja a explicação da equipe médica e a posição do hospital.
Olyvio Marques
Editor · Saúde · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma mulher de 72 anos, identificada como Marilda da Silva, acordou de uma cirurgia em Curitiba (PR) e descobriu que a equipe médica havia implantado uma prótese no joelho errado. O procedimento, agendado para o joelho esquerdo, foi realizado no direito em 30 de setembro no Hospital Cruz Vermelha. Atualizado em 9 de outubro de 2026.
Segundo a família, a justificativa da equipe médica foi que a paciente, já sob sedação, teria "insistido" para que a operação fosse no joelho direito. O hospital iniciou uma apuração interna, e o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) instaurou uma sindicância para investigar o ocorrido.
Sabrina da Silva, filha de Marilda, relatou em redes sociais que a cirurgia havia sido planejada para o joelho esquerdo, com todos os exames pré-operatórios focados neste membro. De acordo com o Estadão, ela afirmou que nenhum dos joelhos foi demarcado antes do procedimento.
A família foi informada do erro pelo próprio médico após a cirurgia. A explicação dada foi que Marilda, sedada, insistiu na troca do joelho a ser operado, e a equipe acatou o pedido sem consultar os acompanhantes. "Segundo ele, isso é comum acontecer. Se o paciente quer trocar, eles trocam na hora ali; não tem protocolo a seguir", disse a filha, conforme reportagem do G1.
A família de Marilda da Silva contratou uma advogada e registrou um boletim de ocorrência interno no hospital. A instituição, segundo Sabrina, se comprometeu a dar uma resposta em até cinco dias. A paciente está em casa, em recuperação da cirurgia no membro errado, e, segundo a filha, sente-se abalada emocionalmente e se culpou pelo ocorrido.
Em nota oficial divulgada à imprensa, o Hospital Cruz Vermelha do Paraná informou que, ao tomar conhecimento dos fatos, iniciou imediatamente uma apuração interna. O objetivo é "esclarecer as circunstâncias envolvidas, mediante análise técnica dos registros assistenciais e dos procedimentos adotados".
A instituição afirmou ainda que está em contato com a família e programando a continuidade do acompanhamento da paciente por outro médico ortopedista de seu corpo clínico. O hospital ressaltou que, em respeito ao sigilo médico e à privacidade da paciente, informações clínicas específicas não serão divulgadas.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também se manifestou por meio de nota, confirmando que está acompanhando o caso e instaurou um processo de sindicância para apurar a conduta dos profissionais envolvidos. Conforme divulgado pelo R7, o processo tramita sob sigilo.
Caso seja comprovada uma conduta que viole as regras éticas da profissão, as sanções podem variar desde uma advertência confidencial até a cassação do exercício profissional, dependendo da gravidade do caso.
Marilda da Silva, de 72 anos, tinha uma cirurgia agendada para colocar uma prótese no joelho esquerdo, mas o procedimento foi realizado no joelho direito. O caso ocorreu no Hospital Cruz Vermelha, em Curitiba, em 30 de setembro.
De acordo com a filha da paciente, a equipe médica alegou que Marilda, já sedada, insistiu para que a cirurgia fosse feita no joelho direito, e o pedido foi atendido sem consulta à família.
O Hospital Cruz Vermelha informou que está organizando o acompanhamento da paciente por outro ortopedista de sua equipe para dar continuidade à assistência, mas não detalhou publicamente os próximos passos cirúrgicos.
O caso de Marilda da Silva destaca uma grave falha de segurança do paciente. Enquanto a família busca reparação e respostas, o Hospital Cruz Vermelha e o CRM-PR conduzem investigações para apurar as responsabilidades. A paciente se recupera em casa da cirurgia no membro incorreto e ainda precisará tratar o joelho que originalmente necessitava da prótese.
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