Condições como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e a apneia do sono estão associadas a alterações metabólicas e hormonais que podem se manifestar como cansaço extremo.
Olyvio Marques
Editor · Saúde · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Sentir sono excessivo durante o dia pode ser mais do que apenas uma noite mal dormida, especialmente para mulheres. Esse sintoma, muitas vezes ignorado, pode ser um sinal de alerta para uma complexa rede de condições de saúde interligadas, incluindo a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), a apneia obstrutiva do sono (AOS) e a resistência à insulina.
A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é um distúrbio caracterizado por paradas repetidas e temporárias da respiração durante o sono. Isso ocorre devido ao colapso das vias aéreas superiores, o que leva a uma redução do oxigênio no sangue e a microdespertares para que a respiração seja retomada. Conforme especialistas, os principais sintomas incluem ronco alto, sensação de sufocamento noturno e, crucialmente, sonolência excessiva durante o dia.
A SOP é um distúrbio endócrino comum em mulheres em idade reprodutiva, associado a desequilíbrios hormonais e comorbidades como obesidade e resistência à insulina. Estudos apontam que o hiperandrogenismo (aumento de hormônios masculinos) e a obesidade, comuns na SOP, predispõem as mulheres ao desenvolvimento de apneia do sono. Ambas as condições compartilham riscos metabólicos, e a presença de uma pode agravar a outra.
A relação entre apneia do sono e resistência à insulina é bidirecional. A falta de oxigênio durante os episódios de apneia pode levar o corpo a liberar hormônios de estresse, que elevam os níveis de glicose no sangue e pioram a resistência à insulina. Em mulheres na pós-menopausa, o risco de apneia aumenta devido às alterações hormonais, como a diminuição do estrogênio, que causa relaxamento dos músculos da garganta, e ao ganho de peso comum nessa fase.
Além da vontade constante de dormir, outros sinais podem indicar que o cansaço diurno está ligado à apneia do sono. Fique atenta a sintomas como:
A identificação desses sinais é fundamental, pois a apneia não tratada aumenta o risco de hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.
O diagnóstico da apneia do sono é geralmente confirmado por meio de um exame chamado polissonografia, que monitora a atividade corporal durante o sono. Diante da suspeita, é crucial procurar um médico especialista em sono. O tratamento pode envolver desde mudanças no estilo de vida, como perda de peso, até o uso de aparelhos como o CPAP, que mantém as vias aéreas abertas com um fluxo de ar contínuo.
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