Sua calopsita vira um 'pomponzinho' no frio? Entenda os sinais de alerta e veja dicas de veterinários para aquecer a gaiola com segurança e prevenir doenças.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Com a chegada do frio, é comum tutores notarem suas calopsitas com as penas eriçadas, parecendo um "pomponzinho". Embora possa parecer uma cena fofa, este é um sinal de alerta de que a ave está tentando conservar calor e pode precisar de ajuda. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Aves como calopsitas, periquitos e papagaios são sensíveis a baixas temperaturas, e a falta de aquecimento adequado pode levar à queda da imunidade e ao surgimento de doenças, principalmente respiratórias. Segundo a médica veterinária Penélope Leite Pereira Gonçalves, em casos graves, o estresse térmico pode ser fatal.
Pássaros tendem a esconder sintomas por instinto de sobrevivência, por isso a observação atenta é fundamental. De acordo com especialistas, os principais sinais de que uma ave está sofrendo com o frio incluem:
Sintomas mais graves como tremores intensos, respiração ofegante, mucosas azuladas ou a ave deitada no fundo da gaiola exigem atendimento veterinário imediato.
Proteger sua calopsita ou periquito do frio envolve mais do que apenas cobrir a gaiola. As medidas corretas garantem conforto e previnem acidentes.
A primeira linha de defesa é evitar correntes de ar. Mantenha a gaiola longe de janelas, portas e corredores com ventilação direta. O ideal é que ela fique em um local elevado, nunca no chão frio.
A recomendação de veterinários é o uso de lâmpadas de cerâmica, que emitem calor sem produzir luz, não atrapalhando o sono da ave. Elas devem ser instaladas com uma tela de proteção para evitar queimaduras. Lareiras, velas, aquecedores a gás, secadores de cabelo e lâmpadas incandescentes comuns são perigosos e devem ser evitados.
Cobrir a gaiola com um pano grosso à noite ajuda a bloquear o vento, mas não gera calor. A veterinária Penélope Leite Pereira Gonçalves alerta que essa prática sozinha não é suficiente. É crucial deixar uma fresta para ventilação e nunca usar plásticos, que podem abafar e acumular gases tóxicos.
No inverno, as aves gastam mais energia para manter a temperatura corporal. Uma dieta equilibrada pode ser reforçada com alimentos de maior valor calórico, como sementes oleaginosas e fontes de proteína como ovo cozido, sempre com moderação e orientação profissional. Frutas e vegetais devem ser oferecidos em temperatura ambiente.
Aves saudáveis podem continuar tomando banho, mas com cuidados. Ofereça a banheira nos horários mais quentes do dia (entre 11h e 15h), com água morna, e garanta que a ave se seque completamente em um ambiente sem vento. Para aves idosas, doentes ou em muda de penas, o ideal é evitar o banho completo.
Não. Cobrir a gaiola com um pano apenas reduz a incidência de vento, mas não fornece o calor necessário para o conforto térmico da ave. É preciso uma fonte externa de calor, como uma lâmpada de cerâmica.
Sim, desde que o ambiente esteja aquecido, sem correntes de ar, e a ave possa se secar completamente. A água deve ser morna e o banho oferecido nos horários mais quentes do dia. Evite banhos no final da tarde ou à noite.
As infecções respiratórias, como rinites, sinusites, bronquites e pneumonias, são as mais frequentes. A queda de imunidade também pode favorecer problemas digestivos e infecções oportunistas.
Manter calopsitas e outras aves aquecidas no inverno é essencial para sua saúde e bem-estar. Observe atentamente o comportamento do seu pet, posicione a gaiola em um local protegido, utilize fontes de calor seguras e ajuste a alimentação. Ao primeiro sinal de doença, como espirros ou apatia, procure um médico veterinário especializado.
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