Conheça Aroeira e outros felinos do Pantanal com comportamentos de 'gatinho', como escalar árvores, brincar e se arranhar. Saiba mais sobre essas cenas de fofura.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Apesar da fama de predadoras imponentes, as onças-pintadas do Pantanal frequentemente revelam um lado surpreendentemente dócil e curioso, com comportamentos que lembram os de gatos domésticos. Atualizado em 22 de junho de 2026, registros de projetos como o Onçafari mostram esses grandes felinos em momentos de pura fofura, desde brincadeiras até escaladas habilidosas.
Uma das estrelas desses flagrantes é Aroeira, uma onça-pintada monitorada pelo projeto Onçafari desde seu nascimento, em 2020. Conhecida por seu "olhar puxadinho" que a torna inconfundível, ela é descrita como mais arisca e reservada, preferindo a proteção da mata. No entanto, quando aparece, rende imagens exuberantes.
Segundo o Onçafari, Aroeira é filha da onça Manduvi e já foi vista com sete machos diferentes na região da Reserva Caiman, em Miranda (MS). Em 2023, ela deu à luz a filhote Ramona, e já foi registrada em momentos de interação e brincadeira com sua prole, mostrando um lado maternal e paciente.
As semelhanças com os felinos que temos em casa não param nas brincadeiras. Diversos registros no Pantanal mostram onças-pintadas exibindo hábitos curiosos e cativantes, que possuem funções importantes para sua sobrevivência.
Assim como gatos, as onças são excelentes escaladoras. Elas usam as árvores para descansar com segurança, fugir do calor e de mosquitos, e observar seu território. Um estudo do Onçafari revelou que filhotes têm quase oito vezes mais chances de subir em árvores do que adultos, usando os locais como "quartos do pânico" para se protegerem de machos maiores e outros predadores.
O hábito de arranhar superfícies é outra característica compartilhada. Uma onça já foi flagrada usando um tronco caído como um "arranhador natural". De acordo com especialistas, esse comportamento serve para marcar território, depositando odores de glândulas nas patas, e para manter as garras afiadas, essenciais para a caça e escalada.
Outros flagrantes mostram a faceta brincalhona desses animais. O macho Formoso, por exemplo, surpreendeu turistas ao rolar de barriga para cima no meio de uma estrada, um comportamento também usado para demarcar território. Em outra ocasião, duas onças foram filmadas por um drone rolando na terra e se esfregando, em uma interação que lembrava uma briga de filhotes.
Elas escalam árvores para descansar em segurança, proteger filhotes de predadores e de machos agressivos, fugir do calor e de inundações, e ter um ponto de observação privilegiado de seu território, segundo um estudo do projeto Onçafari.
Aroeira é uma fêmea de onça-pintada monitorada pelo Onçafari no Pantanal de Miranda (MS) desde 2020. Ela é conhecida por seu olhar característico e por ser frequentemente registrada em fotos e vídeos, inclusive interagindo com seus filhotes.
Não. Além de remover a camada externa das garras para mantê-las afiadas para caça e escalada, o ato de arranhar serve como marcação territorial. As onças depositam odores de glândulas das patas e deixam marcas visuais para outros animais.
Os comportamentos de "gatinho" das onças-pintadas no Pantanal oferecem um vislumbre fascinante da complexidade desses predadores. Cada brincadeira, escalada ou arranhão revela instintos de sobrevivência apurados ao longo de gerações, reforçando a importância de projetos de conservação que garantem a proteção de seu habitat natural.
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