Cientistas projetam que o pico do Super El Niño de 2026 ocorrerá entre novembro e dezembro. Entenda o potencial de recorde e os impactos previstos para o Brasil.
Olyvio Marques
Editor · Clima · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 11 de outubro de 2026. O pico do fenômeno Super El Niño de 2026 está projetado para ocorrer entre novembro e dezembro, com potencial para se tornar o evento climático mais intenso dos últimos 150 anos, segundo projeções de agências meteorológicas internacionais como a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
As previsões mais recentes convergem para o período entre novembro e dezembro de 2026 como o momento de maior intensidade do fenômeno. A OMM aponta dezembro como o mês mais provável para o pico, com a temperatura da superfície do oceano na região conhecida como Niño 3.4 podendo atingir uma anomalia de até 3,7°C acima da média, conforme divulgado pelo Portal Tempo Novo.
A NOAA reforça essa projeção, estimando uma probabilidade de 75% de que o trimestre de outubro a dezembro registre um evento histórico, superando todos os episódios observados desde 1950. A agência também calcula em mais de 90% a chance de o fenômeno atingir uma intensidade classificada como "muito forte".
O potencial recorde do El Niño de 2026 é alimentado por um aquecimento excepcional das águas do Oceano Pacífico. Além da superfície, um enorme reservatório de calor foi identificado em camadas mais profundas. De acordo com a NOAA, foram registradas anomalias de temperatura superiores a 10°C em áreas de subsuperfície, o que funciona como combustível para manter e intensificar o fenômeno.
Embora a possibilidade de um recorde histórico seja destacada por publicações como a revista científica Nature, os cientistas ressaltam que a confirmação só virá após a análise dos dados observados nos próximos meses. Vale notar que o termo "Super El Niño" não é uma categoria meteorológica oficial, mas uma expressão informal usada para descrever episódios de intensidade excepcional.
Os efeitos do Super El Niño tendem a variar significativamente entre as regiões do Brasil, exigindo atenção para diferentes tipos de eventos extremos.
Historicamente, episódios fortes de El Niño favorecem chuvas acima da média na Região Sul, aumentando o risco de temporais, enchentes e transbordamentos de rios, especialmente no Rio Grande do Sul.
Em contraste, as regiões Norte e Nordeste podem enfrentar uma redução no volume de chuvas, agravando períodos de estiagem e elevando o risco de queimadas.
Para o Centro-Oeste e Sudeste, a tendência é de temperaturas acima da média e maior ocorrência de ondas de calor, combinadas com períodos de baixa umidade, o que também aumenta o risco de incêndios florestais.
É um termo informal para descrever um evento de El Niño excepcionalmente forte, geralmente quando o aquecimento da superfície do Oceano Pacífico Equatorial supera 2°C acima da média histórica. O fenômeno altera a circulação atmosférica global, impactando padrões de chuva e temperatura em todo o mundo.
Mesmo com o pico previsto para o final de 2026, os efeitos do El Niño não terminarão imediatamente. Projeções da OMM e do IRI indicam que o fenômeno deve continuar influenciando o clima global até pelo menos fevereiro de 2027, com uma probabilidade de permanência próxima de 100% até o primeiro trimestre do ano.
O Super El Niño de 2026 se encaminha para ser um evento climático de grande magnitude, com pico de intensidade previsto para novembro e dezembro. Embora a confirmação de um recorde dos últimos 150 anos dependa de observações futuras, as projeções da NOAA e da OMM indicam um cenário de forte impacto, com consequências distintas para cada região do Brasil, desde chuvas extremas no Sul até secas e ondas de calor em outras partes do país. O monitoramento contínuo nos próximos meses será crucial para determinar a dimensão final do fenômeno.
A Organização Meteorológica Mundial prevê o pico do Super El Niño para dezembro de 2026, com potencial para ser o mais intenso em 150 anos. Saiba os impactos no Brasil.
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O pico do Super El Niño de 2026 está previsto para novembro e dezembro, com potencial de ser o mais intenso em 150 anos. Entenda os impactos no Brasil.