Fenômeno climático tem pico de intensidade previsto para o final de 2026, com potencial para quebrar recordes e alterar padrões de chuva e temperatura no Brasil. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Clima · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Super El Niño de 2026 tem seu pico de intensidade previsto para dezembro e pode se tornar o mais forte dos últimos 150 anos, segundo projeções de agências meteorológicas internacionais. Atualizado em 22 de junho de 2026, o cenário indica um aquecimento excepcional do Oceano Pacífico, com potencial para alterar drasticamente os padrões de chuva e temperatura em todo o mundo, incluindo o Brasil.
O auge do fenômeno é esperado para dezembro de 2026. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) projeta que a anomalia da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, uma área chave para o monitoramento, pode atingir aproximadamente 3,7 °C acima da média no trimestre de outubro a dezembro. Conforme apurado pelo Portal Tempo Novo, essa marca superaria significativamente o recorde de 2,6 °C registrado no forte El Niño de 2015-2016.
As projeções indicam uma alta probabilidade de um evento de intensidade histórica. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta uma probabilidade de 83% de que o episódio supere os maiores eventos registrados desde 1950. Análises divulgadas pela revista científica Nature também sugerem que o fenômeno pode se tornar o maior em pelo menos 150 anos, de acordo com o Portal Tempo Novo.
É importante notar que o termo "Super El Niño" é uma classificação informal usada para descrever episódios extraordinariamente intensos, geralmente quando o aquecimento da superfície do Pacífico ultrapassa 2°C em relação à média.
O fortalecimento do El Niño tende a modificar os padrões climáticos de forma distinta em cada região do Brasil. Historicamente, os efeitos são os seguintes:
O El Niño é a fase quente do fenômeno climático El Niño-Oscilação Sul (ENOS). Ele ocorre quando as águas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial se aquecem de forma anormal, alterando a circulação atmosférica e, consequentemente, os padrões de chuva e temperatura em escala global.
Sim. Mesmo após o pico em dezembro de 2026, os efeitos não desaparecerão imediatamente. Projeções da OMM e da NOAA indicam que as condições de El Niño devem permanecer ativas pelo menos até o primeiro trimestre de 2027, com um enfraquecimento gradual ao longo do ano.
O Super El Niño de 2026 está se configurando como um evento climático de proporções históricas, com pico previsto para dezembro. As projeções de agências como a OMM e a NOAA alertam para uma intensidade recorde, que pode impactar o Brasil com chuvas intensas no Sul e secas severas no Norte e Nordeste. O monitoramento contínuo nos próximos meses será crucial para confirmar a magnitude do fenômeno e mitigar seus efeitos.
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O pico do Super El Niño de 2026 está previsto para novembro e dezembro, com potencial de ser o mais intenso em 150 anos. Entenda os impactos no Brasil.
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