O pico do Super El Niño de 2026 está previsto para novembro e dezembro, com potencial de ser o mais intenso em 150 anos. Entenda os impactos no Brasil.
Olyvio Marques
Editor · Clima · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O fenômeno Super El Niño de 2026 deve atingir seu pico de intensidade entre novembro e dezembro, com projeções indicando que pode se tornar o mais forte dos últimos 150 anos. Atualizado em 22 de junho de 2026, agências meteorológicas como a NOAA e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertam para um aquecimento excepcional no Oceano Pacífico, com efeitos que devem se estender até o início de 2027 e impactar o clima em todo o Brasil.
As projeções climáticas mais recentes convergem para o período entre novembro e dezembro de 2026 como o momento de maior intensidade do El Niño. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a anomalia de temperatura na região do Pacífico conhecida como Niño 3.4 pode chegar a aproximadamente 3,6°C a 3,7°C acima da média, superando o recorde de 2,6°C registrado no evento de 2015-2016.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) também aponta uma probabilidade superior a 90% de o fenômeno alcançar uma intensidade "muito forte", com 75% de chance de se tornar um evento histórico, superando todos os episódios registrados desde 1950.
O potencial recorde deste El Niño é alimentado por uma enorme quantidade de água quente armazenada nas camadas profundas do Oceano Pacífico. Dados da NOAA identificaram áreas com temperaturas mais de 10°C acima do normal em determinadas profundidades, funcionando como um reservatório de calor que intensifica o aquecimento da superfície.
Embora as projeções sejam extremas, a confirmação de que será o evento mais forte em 150 anos só poderá ocorrer após os dados do pico serem registrados e analisados. A intensidade final depende da evolução das temperaturas e da resposta da atmosfera ao aquecimento do oceano nos próximos meses.
O termo "Super El Niño" não é uma classificação meteorológica oficial. É uma expressão usada informalmente por especialistas e pela imprensa para descrever episódios do fenômeno que atingem uma intensidade excepcional, muito acima dos níveis associados a um El Niño classificado como forte.
O fenômeno altera os padrões de chuva e temperatura de forma distinta em cada região do país. Os impactos esperados são:
Mesmo com o pico previsto para o final de 2026, os efeitos do El Niño não terminarão imediatamente. Projeções indicam que o fenômeno continuará ativo durante os primeiros meses de 2027, com probabilidade elevada de permanência até o trimestre de fevereiro, março e abril, enfraquecendo gradualmente depois disso.
Ainda não. Embora as projeções indiquem um potencial para quebrar recordes históricos, a confirmação oficial só virá após a análise dos dados de temperatura do Oceano Pacífico coletados durante o período de pico, entre novembro e dezembro de 2026.
O Super El Niño de 2026 se encaminha para ser um evento climático de grande magnitude, com pico de intensidade previsto para o final do ano. As projeções de agências internacionais indicam um aquecimento recorde no Pacífico, com impactos significativos e variados no Brasil, desde chuvas intensas no Sul até secas no Norte e Nordeste, além de ondas de calor no centro do país. O monitoramento contínuo nos próximos meses será crucial para confirmar a dimensão histórica do fenômeno.
Fenômeno climático tem pico de intensidade previsto para o final de 2026, com potencial para quebrar recordes e alterar padrões de chuva e temperatura no Brasil. Saiba mais.
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