Fenômeno de alta intensidade, o maior em 20 anos, permite a visualização de auroras em locais incomuns e gera alertas para sistemas de GPS e comunicação.
Olyvio Marques
Editor · Espaço · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma tempestade solar de grande intensidade, classificada como a maior em mais de 20 anos, está atingindo a Terra, provocando espetáculos de auroras boreais e austrais em regiões onde o fenômeno raramente é visto. Atualizado em 21 de janeiro de 2026. Autoridades espaciais emitiram um alerta de nível G4 (severo), o segundo mais alto na escala, para possíveis impactos em sistemas de comunicação e navegação.
O fenômeno é resultado de ejeções de massa coronal (CMEs), que são grandes erupções de plasma e campos magnéticos da coroa solar, a camada mais externa do Sol. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), essas partículas viajam pelo espaço e, ao colidirem com o campo magnético da Terra, geram as auroras. O Sol está atualmente próximo do pico de seu ciclo de 11 anos de atividade, o que torna esses eventos mais frequentes e intensos.
A intensidade da tempestade geomagnética expandiu a visibilidade das auroras para latitudes muito mais baixas do que o normal. Relatos confirmam a observação do fenômeno em locais incomuns, incluindo:
Embora não represente um perigo direto para as pessoas em solo, a tempestade geomagnética de nível G4 pode afetar infraestruturas críticas. Os principais riscos, segundo especialistas, incluem interferências em comunicações por rádio, degradação da precisão de sistemas de GPS, instabilidades em redes de energia elétrica e perigos para satélites e astronautas em órbita devido à radiação. Eventos passados de magnitude semelhante chegaram a causar apagões na Suécia.
É um fenômeno óptico que ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol colidem com gases na atmosfera da Terra, como oxigênio e nitrogênio, gerando luzes coloridas, principalmente verdes e rosas. No Hemisfério Sul, o fenômeno é chamado de aurora austral.
Sim. Tempestades severas podem induzir correntes em linhas de transmissão de energia, com potencial para causar danos a transformadores e provocar apagões. O último evento de magnitude semelhante, em 2003, causou blecautes na Suécia e danos na África do Sul.
Não. Apesar da intensidade do evento, o Brasil está geograficamente distante das zonas polares onde a interação das partículas solares com a atmosfera é forte o suficiente para gerar o fenômeno visível. A visualização ficou restrita a altas e médias latitudes.
A atual tempestade solar reforça a dinâmica poderosa do Sol, oferecendo um espetáculo visual raro para muitos, ao mesmo tempo que serve como um lembrete da nossa dependência de tecnologias vulneráveis à atividade espacial. O monitoramento contínuo por agências como a NOAA é essencial para mitigar possíveis impactos.
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