Pesquisadores usam radares e perfurações para investigar a Formação Durupınar, um sítio com formato de barco. Entenda as evidências e a controvérsia.
Olyvio Marques
Editor · Ciência · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma formação geológica de aproximadamente 150 metros com formato de barco no leste da Turquia está no centro de novas investigações que buscam determinar se o local abriga os restos da Arca de Noé. Atualizado em 27 de setembro de 2026, o projeto na Formação Durupınar utiliza radares e perfurações que revelaram estruturas subterrâneas incomuns, embora a comunidade científica permaneça dividida e não haja provas conclusivas.
Equipes de pesquisadores internacionais, incluindo o projeto Noah's Ark Scans, realizaram levantamentos geofísicos que apontaram para características anômalas sob a superfície. Conforme divulgado, os principais indícios vêm de diferentes tecnologias de análise.
Levantamentos com radar de penetração no solo (GPR) detectaram o que os pesquisadores descrevem como camadas organizadas, linhas retas, interseções em ângulos de 90 graus e espaços semelhantes a cavidades ou câmaras em várias profundidades, segundo o jornal La Nación. Em 2026, uma perfuração encontrou uma camada extremamente resistente entre 4 e 5 metros, que quebrou o equipamento, levantando a hipótese de madeira petrificada, ainda pendente de análise laboratorial, conforme relatado por O Antagonista.
Análises de solo coletadas no local indicaram uma concentração de matéria orgânica até três vezes maior do que em áreas próximas, além de níveis elevados de potássio. As dimensões da formação, com cerca de 157 metros de comprimento, são compatíveis com a descrição de 300 côvados mencionada em textos bíblicos, um ponto destacado por diversas publicações.
Apesar do entusiasmo dos pesquisadores envolvidos, a hipótese de que Durupınar seja a Arca de Noé enfrenta ceticismo. Andrew Jones, do Noah's Ark Scans, afirmou ao Daily Mail, conforme repercutido por La Nación, que os dados refutam a teoria de que o local seja apenas uma formação natural. Ele acredita firmemente que a estrutura representa os restos enterrados da arca.
No entanto, a maioria dos geólogos e arqueólogos sustenta que a formação é um fenômeno natural, moldado por fluxo de lodo, erosão e movimentos tectônicos. O Antagonista reforça que nenhum dos achados até o momento comprova a existência de uma embarcação antiga, e que as anomalias podem ter outras explicações geológicas.
A Formação Durupınar está localizada no leste da Turquia, na província de Ağrı, a cerca de 29 quilômetros ao sul do cume do Monte Ararat, região tradicionalmente associada ao relato bíblico.
Não. Até o momento, não há provas conclusivas. Os achados são interpretados de maneiras diferentes, e a hipótese de ser uma estrutura artificial é contestada por muitos especialistas que a consideram uma formação geológica natural.
A cifra de 4.300 anos é frequentemente citada pelos defensores da hipótese, alinhada a cronologias bíblicas. No entanto, os materiais coletados nas perfurações de 2026 ainda precisam passar por datação científica para determinar sua idade real.
As novas tecnologias aplicadas na Formação Durupınar trouxeram dados intrigantes que reavivaram o debate sobre o paradeiro da Arca de Noé. As anomalias subterrâneas e a compatibilidade de dimensões alimentam a hipótese de uma estrutura artificial. Contudo, a comunidade científica aguarda análises laboratoriais e mais evidências para descartar a explicação de que se trata de uma formação geológica incomum. Por enquanto, o local permanece um fascinante ponto de interrogação entre a fé e a ciência.
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