Uma nova pesquisa do Caltech revela que a morte do Sol será mais violenta do que se pensava, desestabilizando os planetas gigantes em 1 bilhão de anos. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Ciência · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O fim do Sistema Solar pode ocorrer muito mais cedo do que os cientistas previam, com os planetas gigantes sendo lançados no caos apenas 1 bilhão de anos após a morte do Sol. A nova estimativa, divulgada em um estudo do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), reduz a esperança de vida do nosso sistema em um fator de mil milhões em comparação com projeções anteriores. Atualizado em 2 de outubro de 2026.
Estudos anteriores assumiam que o Sol, ao envelhecer, perderia massa de forma suave e constante. Nesse cenário, os planetas exteriores — Júpiter, Saturno, Urano e Netuno — expandiriam suas órbitas e permaneceriam estáveis por um período quase inimaginável de um quintilião de anos, sendo perturbados apenas pela passagem de outras estrelas, conforme aponta a Euronews. A Terra, Vênus e Mercúrio já teriam sido engolidos pela expansão do Sol para uma gigante vermelha muito antes disso.
A nova pesquisa, publicada no The Astrophysical Journal Letters, contesta essa ideia. Utilizando supercomputadores para rodar centenas de simulações, os cientistas modelaram a perda de massa do Sol como um processo violento e irregular, com ejeções aleatórias conhecidas como "impulsos estocásticos". Segundo o estudo, essas perturbações gravitacionais seriam suficientes para desestabilizar as órbitas dos planetas gigantes de forma muito mais rápida.
O destino dos planetas varia drasticamente entre o sistema solar interior e o exterior. A evolução do Sol em diferentes fases determinará o futuro de cada um deles.
Em cerca de cinco bilhões de anos, o Sol esgotará seu combustível de hidrogênio e se expandirá massivamente, tornando-se uma gigante vermelha. Nesse processo, ele engolirá os planetas mais próximos: Mercúrio, Vênus e, muito provavelmente, a Terra, como detalhado por diversas fontes, incluindo a Executive Digest. Marte seria o único planeta rochoso com chances de sobreviver a essa fase.
Após a fase de gigante vermelha, o Sol encolherá e se tornará uma anã branca. É nesse momento que os "impulsos estocásticos" de sua morte desestabilizarão Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. As simulações indicam que, em cerca de 1 bilhão de anos após a formação da anã branca, esses planetas serão arremessados de suas órbitas e ejetados do Sistema Solar, vagando pela galáxia como "planetas rebeldes", de acordo com a pesquisa do Caltech.
De acordo com o novo estudo, a desintegração final do Sistema Solar, com a expulsão dos planetas gigantes, ocorrerá cerca de 1 bilhão de anos após o Sol se transformar em uma anã branca. Como o Sol tem aproximadamente mais 5 bilhões de anos de vida, o evento final deve acontecer daqui a cerca de 6 bilhões de anos.
Uma anã branca é o núcleo denso e quente que resta de uma estrela de tamanho médio, como o Sol, depois que ela esgotou seu combustível nuclear e expeliu suas camadas externas. Ela brilha apenas pelo calor residual e esfria lentamente ao longo de bilhões de anos, como descrito em publicações da BBC.
Não. A pesquisa foi realizada com supercomputadores de alto desempenho que executaram centenas de simulações numéricas avançadas, mas sem o uso de ferramentas de inteligência artificial, conforme destacado pelos próprios pesquisadores nos relatos da Euronews e Executive Digest.
A nova pesquisa redefine nossa compreensão sobre a longevidade do Sistema Solar. Ao considerar a morte do Sol um evento violento e irregular, o estudo conclui que a estabilidade dos planetas gigantes é muito mais frágil do que se imaginava. Embora o fim definitivo ainda esteja a bilhões de anos de distância, a descoberta revela que o nosso "bairro" cósmico terá um final mais caótico e rápido do que as teorias anteriores sugeriam.
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