Um mergulhador encontrou o tesouro do navio Phoenix, afundado em 1680, usando a pista de um mapa antigo. Veja o que foi recuperado na Inglaterra.
Olyvio Marques
Editor · Ciência · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma coleção de joias, moedas de ouro e artefatos do século 17 foi recuperada do navio Phoenix, que naufragou há quase 350 anos na costa da Inglaterra. Atualizado em 7 de julho de 2026, a descoberta foi possível graças a uma pista em um mapa antigo, que levou o mergulhador Todd Stevens aos destroços da embarcação da Companhia das Índias Orientais.
A localização do Phoenix permaneceu um mistério por mais de três séculos. A chave para a descoberta estava nos arquivos do Museu Marítimo Nacional, em Greenwich, Reino Unido. Segundo a revista Exame, o mergulhador Todd Stevens encontrou um mapa histórico com a anotação manuscrita "Cap Wildy perdido", uma referência a William Wildy, o capitão do navio.
Seguindo essa pista, Stevens iniciou expedições subaquáticas nas Ilhas Scilly, uma área conhecida por suas águas perigosas. De acordo com o portal Aventuras na História, ele explorou profundidades de 4,5 a 40 metros até localizar os destroços. A confirmação de que se tratava do Phoenix veio da identificação de um lastro incomum, composto por fragmentos de canhões de ferro, uma característica única da embarcação.
Os artefatos recuperados oferecem um vislumbre da vida a bordo de um navio mercante da época. A coleção inclui moedas de ouro, joias, instrumentos de navegação, fragmentos de espadas e objetos pessoais que provavelmente pertenceram à tripulação e ao capitão, conforme relatado pelo Metrópoles.
Embora a carga comercial principal, como seda, especiarias e tecidos, tenha sido em grande parte recuperada logo após o naufrágio em 1680, esses itens pessoais permaneceram no fundo do mar. Todo o material encontrado por Stevens foi doado ao Museu das Ilhas Scilly, onde será exibido ao público.
Construído em 1670, o Phoenix era um navio de guerra com 46 canhões, adaptado para o comércio pela Companhia das Índias Orientais. Ele afundou em 11 de janeiro de 1680, durante uma forte tempestade, enquanto retornava de Amoy (atual Xiamen), na China. A embarcação colidiu com rochas submersas nas Ilhas Scilly, um arquipélago notoriamente perigoso para a navegação.
O desastre do Phoenix foi tão significativo que, segundo registros históricos citados pela Revista Galileu, impulsionou a construção do primeiro farol da região, em St. Agnes, para aumentar a segurança e evitar novas tragédias.
O navio encontrado foi o Phoenix, uma embarcação da Companhia das Índias Orientais que naufragou em 1680 enquanto retornava de uma viagem comercial da China para a Inglaterra.
O Phoenix afundou nas proximidades das Ilhas Scilly, um arquipélago na costa sudoeste da Inglaterra. A região é conhecida por suas rochas submersas e condições marítimas adversas, sendo local de centenas de naufrágios ao longo da história.
O naufrágio ocorreu em 11 de janeiro de 1680. A embarcação foi atingida por uma forte tempestade que a levou a colidir com rochas, resultando em sua perda no fundo do mar por quase 350 anos.
A descoberta do navio Phoenix e seu tesouro é um marco para a arqueologia marítima. Graças à persistência do mergulhador Todd Stevens e a uma anotação em um mapa antigo, artefatos que contam a história do comércio e da vida no mar no século 17 foram resgatados. Agora, preservados em um museu, eles poderão ser estudados e admirados por futuras gerações.
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