Uma galinha presa em um reservatório na China foi resgatada por um pato, que a carregou nas costas. Entenda o que a ciência diz sobre cooperação e inteligência.
Olyvio Marques
Editor · Ciência · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra um ato surpreendente de cooperação animal na China: um pato ajudou uma galinha a sair de um reservatório de água, carregando-a em suas costas até a margem. Atualizado em 5 de julho de 2026.
A cena, que emocionou internautas ao redor do mundo, mostra a galinha presa na vegetação aquática, incapaz de alcançar terra firme sozinha. O pato então se aproxima e permite que a outra ave suba em seu dorso para a travessia segura, conforme relatado pelos portais Só Notícia Boa e Capital FM.
Nas imagens que circularam amplamente, a galinha parece em apuros, cercada por água. O pato se aproxima de forma calma, sem sinais de agressividade, e para ao seu lado. A galinha sobe cuidadosamente em suas costas e o pato começa a nadar em direção à margem, mantendo o equilíbrio durante todo o percurso.
Ao se aproximarem de um local seguro, a galinha consegue alcançar um cano e saltar para fora do reservatório. O comportamento despertou curiosidade sobre a inteligência e a capacidade de cooperação entre os animais, mesmo entre espécies diferentes.
Embora não seja possível atribuir intenções humanas como altruísmo ao pato, o comportamento levanta discussões sobre a cooperação e a inteligência das aves. Especialistas apontam que diversas espécies demonstram comportamentos cooperativos, principalmente quando convivem em proximidade.
Um conceito que pode ajudar a entender a cena é a protocooperação. Trata-se de uma relação ecológica entre espécies diferentes na qual ambas se beneficiam, mas a interação não é obrigatória para sua sobrevivência, de acordo com o portal Escola Kids. É uma relação harmônica interespecífica, também chamada de mutualismo facultativo. Exemplos clássicos incluem o pássaro-palito, que limpa os dentes do crocodilo, e o pássaro anu, que se alimenta de carrapatos no gado, livrando o mamífero dos parasitas.
Estudos sobre a inteligência em aves demonstram que elas possuem capacidades cognitivas muito mais complexas do que se imaginava. Segundo informações da Wikipédia, grupos como corvídeos (corvos) e psitacídeos (papagaios) são conhecidos por manipular objetos, resolver problemas e até planejar ações futuras. A ciência já reconhece que a maior parte do telencéfalo das aves é derivada do pallium, assim como nos mamíferos, estrutura associada a comportamentos complexos. Além disso, muitas espécies são sociais e capazes de transmitir conhecimento para as próximas gerações, um fenômeno conhecido como aprendizagem social.
É uma relação ecológica harmônica e não obrigatória entre indivíduos de espécies diferentes, onde ambos obtêm benefícios. Segundo o portal Escola Kids, um exemplo é o pássaro que come carrapatos de um boi, beneficiando os dois.
O resgate ocorreu em um reservatório de água na China, conforme relatado por veículos de notícia como o Só Notícia Boa, que divulgaram o vídeo que viralizou mundialmente.
Sim. Pesquisas científicas indicam que muitas aves, especialmente corvos e papagaios, têm habilidades cognitivas avançadas, como a capacidade de usar ferramentas, planejar o futuro, reconhecer-se no espelho e aprender socialmente.
O resgate da galinha pelo pato na China, independentemente da explicação científica, serve como um lembrete fascinante da complexidade do comportamento animal. A cena destaca que a cooperação entre espécies pode surgir de formas inesperadas, reforçando a necessidade de continuar estudando a inteligência e as interações no reino animal.
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