O Banco Central avalia alterar o campo de mensagens do Pix devido a usos indevidos para ofensas e ameaças. A função não foi eliminada, mas um grupo estuda alternativas. Saiba o que pode mudar e conheça outras novidades previstas.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Banco Central (BC) está avaliando mudanças em uma função específica do Pix: o campo de mensagens que acompanha as transferências. A medida é estudada após a autoridade monetária identificar que o recurso, criado para facilitar a identificação de pagamentos, tem sido utilizado de forma inadequada para o envio de ofensas, ameaças e intimidações. Atualizado em 22 de junho de 2026.
A análise foi divulgada no Relatório de Gestão do Pix e, segundo o BC, não significa o fim do sistema de pagamentos, que continua em expansão e com novas funcionalidades em desenvolvimento. A instituição busca preservar a integridade da ferramenta sem comprometer a experiência dos usuários.
O campo de mensagens foi originalmente concebido para que o pagador pudesse registrar informações objetivas sobre a transferência, auxiliando na organização financeira. No entanto, o Banco Central detectou que a função passou a ser usada para fins alheios ao propósito original.
De acordo com o relatório do BC, o espaço tem sido utilizado como um "veículo para mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, frequentemente associadas a transferências de valor irrisório", conforme apurado pela Gazeta do Povo. Essa prática desvirtua a finalidade do recurso e motivou a reavaliação por parte da autoridade monetária.
Ainda não há uma decisão definitiva sobre a eliminação da função. O Banco Central criou um grupo de trabalho dentro do Fórum Pix, com a participação de representantes do setor, para estudar alternativas. O objetivo é encontrar uma solução que impeça o uso abusivo sem prejudicar os usuários que utilizam o recurso de maneira legítima, como informa a Agência GBC.
Com base nas conclusões deste grupo, o BC decidirá se será necessário criar novas regras, limitar o uso da ferramenta ou, em último caso, remover a função do sistema. Por enquanto, o campo de mensagens continua funcionando normalmente.
Enquanto avalia a questão das mensagens, o Banco Central trabalha em uma agenda de evoluções para o sistema de pagamentos instantâneos. Diversas melhorias e novas funcionalidades estão em diferentes estágios de maturidade.
Uma das frentes mais aguardadas é a internacionalização do Pix. O BC estuda interligar o sistema brasileiro a plataformas de pagamentos de outros países, o que permitiria a realização de remessas e compras no exterior com liquidação em segundos e custos reduzidos. Outra inovação em análise é a possibilidade de realizar transações por aproximação (NFC) mesmo que o pagador esteja sem conexão com a internet.
A segurança é um foco central da agenda. O BC planeja criar um indicador de "probabilidade de fraude", calculado em tempo real com uso de inteligência artificial, para auxiliar as instituições a bloquearem transações suspeitas. Além disso, estão previstas a padronização dos alertas de golpe e a definição de critérios mínimos para identificar operações fraudulentas, segundo a Folha Desbravador.
Outras novidades incluem a regulamentação da cobrança híbrida (boleto + Pix em um único documento), aprimoramentos no Pix Automático (para pagamentos recorrentes) e a possibilidade de pagar duplicatas escriturais via Pix. O BC também desenvolve uma solução para que empresas possam usar seus recebíveis futuros de Pix como garantia em operações de crédito, o que pode baratear o acesso a financiamentos.
A função que está sob análise do Banco Central é o campo de texto livre para mensagens ou descrições que acompanham as transferências. A medida é estudada devido ao uso indevido do recurso para envio de ofensas e ameaças.
Não, o Pix não vai acabar. A análise se restringe a uma função específica. Sobre taxas, o uso tende a permanecer gratuito para pessoas físicas, mas algumas instituições podem avaliar cobranças para cobrir custos com novas exigências de segurança, embora não seja uma determinação do BC.
O Pix Internacional é um projeto do Banco Central para conectar o sistema brasileiro a sistemas de pagamento instantâneo de outros países. Isso permitiria realizar transferências e pagamentos internacionais de forma rápida, barata e com conversão para a moeda local em poucos segundos.
O Banco Central está atento ao uso do Pix e busca coibir práticas inadequadas, como o envio de mensagens ofensivas, avaliando mudanças no campo de descrição. No entanto, essa é apenas uma das frentes de trabalho da autoridade monetária, que continua a expandir o sistema com novas funcionalidades focadas em segurança, conveniência e integração internacional, reforçando o papel do Pix como principal meio de pagamento do país.
Unidade em Santo Amaro encerra produção de lã de vidro após acordo com o MP por queixas de moradores. Local vira centro de distribuição; veja os impactos.
Tradicional rede britânica Paperchase encerra todas as suas 106 unidades e afeta 820 trabalhadores após a Tesco adquirir apenas a propriedade intelectual. Entenda o que aconteceu.
Grandes redes como Drogasil, Raia e Supernosso estão abandonando a jornada 6x1. Entenda por que a escala 5x2 virou estratégia para reter talentos.