É possível pagar com Pix nos EUA? Entenda como a tecnologia funciona em estabelecimentos parceiros, quais as taxas e se vale a pena para turistas brasileiros.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Apesar de notícias sobre uma suposta implementação, o Pix não foi adotado oficialmente pelos Estados Unidos. O que existe, na prática, é a possibilidade de turistas brasileiros usarem o sistema para pagar compras em estabelecimentos comerciais parceiros em cidades como Orlando e Miami, graças a iniciativas de empresas privadas. Atualizado em 8 de agosto de 2026.
A funcionalidade é resultado de parcerias entre fintechs, bancos e operadoras de pagamento, que permitem a integração entre o sistema brasileiro e o comércio estrangeiro, segundo fontes como a Wise e o portal Melhores Destinos. O serviço também está disponível de forma limitada em outros países, incluindo Argentina, Chile, Portugal e Espanha.
O processo é muito similar ao realizado no Brasil. O lojista gera um QR Code na maquininha de cartão, já com o valor da compra em dólares. O cliente brasileiro escaneia o código com o aplicativo de seu banco, visualiza o valor convertido para reais (incluindo taxas) e confirma a transação. A empresa intermediária realiza a conversão cambial e liquida o pagamento ao comerciante na moeda local, conforme detalhado pela Western Union.
Essa operação é viabilizada por empresas como a Verifone, que adaptou suas máquinas de pagamento nos EUA para aceitar o Pix de turistas brasileiros em parceria com a fintech PagBrasil.
A aceitação do Pix ainda é restrita e concentrada em locais com grande fluxo de turistas brasileiros. Nos Estados Unidos, cidades como Orlando e Miami são os principais pontos com estabelecimentos que oferecem essa opção. Na Europa, destinos como Lisboa, Madri e Paris também contam com a funcionalidade em hotéis, restaurantes e lojas parceiras, de acordo com o jornal Estado de Minas.
É importante ressaltar que não se trata de uma aceitação universal. Antes de realizar uma compra, o consumidor deve confirmar se o estabelecimento aceita essa forma de pagamento.
Os Estados Unidos possuem um sistema de pagamento instantâneo chamado FedNow, lançado em 2023 pelo Federal Reserve, o banco central americano. Embora seja frequentemente comparado ao Pix, os sistemas têm diferenças cruciais:
Não. O Pix é um sistema exclusivo do Banco Central do Brasil e não foi implementado oficialmente pelo governo americano. A possibilidade de uso no país se deve a parcerias privadas entre empresas de tecnologia e pagamento, como esclarece o portal R7.
Ao pagar com Pix nos EUA, o valor da compra é convertido de dólar para real. Nessa operação, incidem custos como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o spread cambial (a margem de lucro da instituição financeira sobre a cotação do câmbio). Ainda assim, as taxas costumam ser mais vantajosas que as de um cartão de crédito internacional tradicional.
Geralmente sim. Compras internacionais no cartão de crédito têm um IOF de 5,38% e usam a cotação do dólar turismo. Pagamentos via Pix no exterior, por outro lado, utilizam o câmbio comercial, que é mais barato, e podem ter uma tributação menor, tornando a operação mais econômica, segundo o jornal Estado de Minas.
O uso do Pix nos Estados Unidos é uma realidade prática para turistas brasileiros, mas de forma limitada e por meio de intermediários privados, não por uma adoção oficial do sistema pelo país. A solução oferece conveniência e custos potencialmente menores em comparação com cartões de crédito. No entanto, devido à sua aceitação ainda restrita, é fundamental que os viajantes contem com outras formas de pagamento durante a estadia.
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