Uma moradora de Caracas, na Venezuela, recebe visitas diárias de araras selvagens que a escolheram como amiga. Entenda a história de Adriana Hidalgo e seu vínculo.
Olyvio Marques
Editor · Curiosidades · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Adriana Hidalgo, moradora de Caracas, na Venezuela, desenvolveu uma amizade única com araras-canindé selvagens, que a visitam diariamente em sua janela por livre e espontânea vontade, mesmo em dias de chuva. Atualizado em 22 de junho de 2026.
As aves, que vivem livres pela cidade, escolheram o apartamento de Adriana como um ponto de encontro, onde encontram alimento, carinho e segurança. A relação, construída com paciência, é documentada por ela em seu perfil no Instagram, @guacamayas212, e resume-se em seu lema: "Amor se retribui com amor", conforme relatado em diversas publicações.
A relação de confiança entre Adriana e as araras foi construída ao longo do tempo. Sem gaiolas ou qualquer tipo de aprisionamento, as aves chegam, interagem e partem quando desejam. Segundo reportagens, algumas visitantes são tão frequentes que ganharam nomes, como Amadeo e seu filho, Condorito. Para Adriana, o tempo dedicado a elas é valioso. "Para alguns, é uma perda de tempo... para mim, é ganhar a vida em instantes", declarou ela, uma citação que viralizou nas redes sociais.
Mesmo quando chegam encharcadas pela chuva, as aves são recebidas com cuidado. A interação é tão próxima que, por vezes, elas entram no quarto e espalham sementes, uma pequena bagunça que Adriana não se importa em arrumar.
A presença massiva de araras sobrevoando a capital venezuelana não é um fenômeno isolado na casa de Adriana. As aves se tornaram um símbolo informal da cidade. De acordo com a bióloga Malú González, citada pela National Geographic, a população de araras em Caracas pode ter se originado de animais de estimação que escaparam ou foram soltos ao longo de décadas. Essas aves se adaptaram ao ambiente urbano, reproduziram-se e hoje formam uma grande comunidade que convive com os moradores.
Essa convivência explica por que muitos habitantes de Caracas, assim como Adriana, estabeleceram laços com as aves, oferecendo alimento e um local seguro em suas janelas e varandas.
Apesar da beleza da interação, especialistas alertam para os riscos de alimentar animais silvestres. A prática, embora não seja proibida no Brasil, pode criar dependência, alterar os hábitos naturais das aves e expô-las a perigos urbanos, como fios elétricos. Alimentos inadequados, como pão e biscoitos, também podem prejudicar a saúde dos animais.
A recomendação de órgãos como o ICMBio é que, em vez de oferecer comida diretamente, as pessoas tornem seus quintais e varandas mais atrativos para a fauna, cultivando plantas e árvores nativas que forneçam frutos e flores. O ideal é observar os animais à distância, respeitando sua natureza livre.
A mulher é Adriana Hidalgo, moradora de Caracas, na Venezuela. Ela compartilha sua rotina com as aves em seu perfil no Instagram, @guacamayas212, onde mostra a relação de confiança que construiu com os animais selvagens.
Especialistas e órgãos ambientais não recomendam alimentar animais silvestres. A prática pode criar dependência, alterar seus hábitos naturais de busca por comida e expô-los a riscos urbanos. A forma mais segura de ajudar é oferecer água limpa e cultivar plantas nativas.
A história de Adriana Hidalgo e suas visitantes aladas em Caracas é um exemplo comovente de como a convivência entre humanos e a natureza pode ser harmoniosa. No entanto, ela também serve como um lembrete da importância de admirar a vida selvagem com responsabilidade, garantindo que os animais permaneçam livres e com seus comportamentos naturais preservados.
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