Das 12 mudas trazidas da Ásia há mais de 165 anos, apenas uma sobreviveu. Saiba onde fica a rara Agathis alba e por que suas gotas de resina parecem cristais.
Olyvio Marques
Editor · Curiosidades · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Na província de Buenos Aires, Argentina, sobrevive um tesouro botânico único na América do Sul: a Árvore de Cristal. Este é o único exemplar remanescente de 12 mudas trazidas da Ásia em meados do século XIX, famosa por liberar uma resina que, sob a luz, brilha como pequenos cristais. Atualizado em 22 de outubro de 2026.
Em meados do século XIX, por volta de 1860, o estancieiro argentino Leonardo Higinio Pereyra Iraola importou 12 exemplares da espécie Agathis alba do arquipélago malaio, no Sudeste Asiático. As dificuldades de adaptação da árvore tropical ao clima argentino fizeram com que apenas uma sobrevivesse até hoje, de acordo com registros do Canal 26.
A espécie pertence à antiga família das Araucariaceae, que existia em todo o mundo durante o período dos dinossauros, entre 200 e 65 milhões de anos atrás. Atualmente, muitas espécies desta família, como a araucária brasileira e o pinheiro Wollemi, estão em risco de extinção, o que torna a sobrevivência deste exemplar ainda mais notável, conforme aponta um estudo citado pelo portal ((o))eco.
O nome popular da Agathis alba vem de um fenômeno visual único. A árvore libera uma resina através de sua casca acinzentada, que se acumula em pequenas gotas semelhantes a lágrimas. Quando a luz, especialmente a da lua cheia, incide sobre essas gotas, elas produzem reflexos que se assemelham a pequenos cristais, conferindo à árvore uma aparência mágica.
O único exemplar da Árvore de Cristal na América do Sul está localizado no Parque Pereyra Iraola, uma reserva de biosfera reconhecida pela UNESCO desde 2007. Mais especificamente, a árvore se encontra no setor da Estância San Juan, dentro do município de Berazategui.
Devido à sua singularidade e valor histórico, a árvore foi declarada Monumento Natural da província de Buenos Aires em 1992, pela Lei 11.341. Essa designação garante proteção absoluta, permitindo apenas pesquisas científicas autorizadas e inspeções governamentais, segundo a legislação provincial.
Especialistas apontam que a Árvore de Cristal está destinada a "viver em solidão". Para se reproduzir, a espécie necessita de outro exemplar próximo, o que torna sua propagação natural impossível no continente. Sua longevidade é um testemunho da resiliência de espécies exóticas introduzidas no século XIX.
A Árvore de Cristal pertence à espécie Agathis alba, uma conífera da família das Araucariaceae. Ela é originária dos bosques tropicais do arquipélago malaio, no Sudeste Asiático.
Existe apenas uma. O exemplar está localizado no Parque Pereyra Iraola, na Argentina, e é o único sobrevivente de 12 mudas plantadas há mais de 165 anos, conforme relatado pelo Canal 26.
O exemplar único é protegido como Monumento Natural na Argentina, o que garante sua preservação legal. No entanto, a família Araucariaceae, à qual pertence, inclui diversas espécies globalmente ameaçadas, como a araucária brasileira, destacando a importância da conservação de árvores raras.
A Árvore de Cristal do Parque Pereyra Iraola é mais do que uma raridade botânica; é um monumento vivo que conecta a história da Argentina do século XIX com a ecologia de ecossistemas distantes. Sua sobrevivência solitária e o fenômeno de suas "gotas de cristal" a tornam um patrimônio natural de valor inestimável, cuja proteção é fundamental para as futuras gerações.
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