Mobilização online acusa FIFA de favorecer seleção argentina e quase bate recorde mundial. Saiba os motivos da campanha e a investigação aberta após a final.
Olyvio Marques
Editor · Esportes · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma petição online pedindo a exclusão permanente da Argentina da Copa do Mundo ultrapassou a marca de 23 milhões de assinaturas, em um movimento que ganhou força após a final do torneio de 2026. Atualizado em 22 de julho de 2026, o abaixo-assinado acusa a FIFA e a arbitragem de favorecer a seleção sul-americana, mas não possui efeito jurídico para alterar o resultado ou a participação da equipe em competições futuras.
A campanha, intitulada "Argentina Out", foi criada sob a alegação de que a seleção de Lionel Messi foi sistematicamente beneficiada ao longo do Mundial. O estopim para a mobilização foi a vitória da Argentina sobre o Egito por 3 a 2 nas oitavas de final, em uma partida com decisões de arbitragem consideradas polêmicas, conforme relatado por diversas fontes. A descrição da petição questionava a lisura do torneio: "Porque é que o resto do mundo há de competir se o vencedor já foi decidido? Expulsem a Argentina do Mundial e deem a todos os outros uma oportunidade justa", afirmava o texto.
Além do jogo contra o Egito, a campanha citou outras controvérsias, como cânticos racistas de torcedores e a exibição de uma faixa com a inscrição "Las Malvinas son Argentinas" após a semifinal contra a Inglaterra, segundo a Euronews.
A petição alcançou o número exato de 23.316.108 assinaturas, com participantes de 170 países em menos de uma semana. O volume de adesões aproximou a campanha de um recorde mundial registrado pelo Guinness. De acordo com a Euronews e o Brasil 247, a marca pertence ao movimento Jubilee 2000, de 1997, que reuniu 24.319.181 assinaturas para pedir o cancelamento de dívidas de países pobres, ficando a pouco mais de um milhão de assinaturas de ser superado.
Apesar da enorme repercussão da petição, ela não tem validade jurídica para impor sanções. No entanto, a FIFA abriu um processo disciplinar independente para investigar a conduta de jogadores argentinos. A investigação não tem relação com o abaixo-assinado, mas sim com uma confusão generalizada ocorrida após a derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo.
Jogadores como Nahuel Molina, Leandro Paredes e Thiago Almada, além do auxiliar técnico Roberto Ayala, foram citados por envolvimento em confrontos com atletas espanhóis. Segundo a FIFA, as atitudes podem ser consideradas violações das "regras básicas de conduta decente" e atos que "desacreditam o futebol".
Não. A petição, apesar do grande número de assinaturas, não possui efeito jurídico ou esportivo. A decisão de aplicar sanções ou excluir seleções é de competência exclusiva da FIFA, que não se baseia em campanhas populares para isso.
A campanha "Argentina Out" alcançou exatamente 23.316.108 assinaturas, reunindo participantes de 170 países em menos de uma semana, segundo os organizadores.
A FIFA abriu um processo disciplinar para investigar uma confusão ocorrida após a final da Copa do Mundo contra a Espanha, e não por causa da petição. A investigação foca em confrontos envolvendo jogadores como Nahuel Molina e Leandro Paredes com atletas espanhóis.
A petição "Argentina Out" se consolidou como uma das maiores mobilizações online da história, refletindo a insatisfação de milhões de torcedores com supostos favorecimentos à seleção argentina na Copa de 2026. Embora não tenha poder para gerar punições, a campanha viralizou e ficou perto de um recorde mundial. Enquanto isso, a Argentina aguarda o desfecho de uma investigação disciplinar da FIFA, mas por conta de incidentes ocorridos após a final do torneio.
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