Investigação revela que pistola de Jair Bolsonaro, apreendida com militar, teve o percussor removido pela segurança com o aval da ex-primeira-dama. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 30 de junho de 2026. Uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e apreendida com um militar foi temporariamente inutilizada por sua equipe de segurança com o aval da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. A medida, segundo depoimentos da investigação, foi motivada por preocupações com a integridade física do ex-presidente devido à alta dosagem de medicamentos que ele utilizava.
De acordo com relatos de pessoas com acesso ao inquérito, a equipe de segurança decidiu retirar o percussor da arma — peça essencial para o disparo — por preocupação com o estado de saúde de Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada em conjunto com familiares e teve a autorização final de Michelle Bolsonaro, conforme apurado por veículos como o G1 e o NSC Total.
A remoção da peça ocorreu no período em que o ex-presidente tentou romper sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, em novembro de 2025. Na época, Bolsonaro alegou sofrer de "alucinação" e "certa paranoia", possivelmente em decorrência dos remédios que estava tomando.
A arma foi apreendida durante uma blitz em Brasília, no carro do militar Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente. Em seu depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, ele afirmou que transportava a pistola a pedido de Bolsonaro para realizar um conserto.
Estácio Leite explicou que, após consertar a arma e recolocar o percussor, ele só a devolveria com uma nova autorização de Michelle. Como a ex-primeira-dama não estava presente no momento, o militar decidiu levar o armamento para sua casa, sendo abordado pela polícia no trajeto. Ele foi ouvido e liberado em seguida.
A arma foi inutilizada temporariamente pela equipe de segurança, com o aval de Michelle Bolsonaro, por preocupação com a integridade física do ex-presidente, que utilizava uma grande quantidade de medicamentos. A medida foi tomada na mesma época em que ele tentou violar sua tornozeleira eletrônica.
A pistola estava com o militar Estácio Leite da Silva Filho, membro da equipe de segurança de Jair Bolsonaro. Ele foi abordado em uma blitz policial em Brasília enquanto transportava o armamento em seu veículo.
Em depoimento à Polícia Civil, Jair Bolsonaro negou ter pedido que o militar levasse sua arma para conserto. O ex-presidente declarou que solicitou apenas que o segurança averiguasse o funcionamento da pistola, e não que a retirasse de seu condomínio.
A investigação, baseada no depoimento do militar, aponta que a inutilização da arma de Jair Bolsonaro foi uma medida preventiva, autorizada por Michelle Bolsonaro, em um momento de fragilidade na saúde do ex-presidente. O caso adiciona um novo capítulo às complexidades que envolvem a segurança e o estado de saúde de Bolsonaro desde sua condenação.
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