Um projeto aprovado em comissão na Câmara amplia o porte de arma para 9 profissões, incluindo fiscais e defensores públicos. Veja a lista e as regras.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um projeto de lei aprovado pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados pode ampliar o direito ao porte de arma de fogo para nove novas categorias de servidores públicos. A proposta altera o Estatuto do Desarmamento, mas estabelece que o uso do armamento será restrito ao horário de serviço e com armas fornecidas pela própria instituição. Atualizado em 8 de setembro de 2026.
O texto, que ainda precisa passar por outras comissões e pelo Senado para virar lei, é um substitutivo do deputado Capitão Alden (PL-BA) ao Projeto de Lei 302/26, conforme noticiado por veículos como o NSC Total e o ND Mais. A medida visa conceder o chamado porte funcional, mantendo a responsabilidade e a guarda das armas sob controle estatal.
Se aprovada, a nova legislação permitirá o porte de arma funcional para os seguintes cargos, de acordo com o texto que tramita no Congresso:
A proposta não concede o direito de forma irrestrita. O porte é funcional, o que significa que as armas são de propriedade e responsabilidade das instituições públicas e só podem ser usadas durante o expediente. Além disso, há condições específicas para algumas categorias.
Para determinados profissionais, o porte estará vinculado diretamente às funções desempenhadas. Segundo a Agência GBC, as restrições são:
Não. Apesar da aprovação na Comissão de Segurança Pública, o projeto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Como tramita em caráter conclusivo, pode seguir diretamente para o Senado se não houver recurso para votação em plenário. Para entrar em vigor, precisa ser aprovado em ambas as casas do Congresso Nacional e sancionado.
A lista inclui nove categorias: agentes fiscais, peritos criminais, agentes socioeducativos, agentes de trânsito, oficiais de Justiça, fiscais ambientais, defensores públicos, advogados públicos e agentes de proteção da infância e juventude.
Não. O projeto aprovado na comissão prevê o porte funcional, restrito ao horário de serviço e com armamento de propriedade da instituição empregadora.
A proposta ainda não é lei. Ela precisa concluir sua tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal antes de poder ser sancionada e entrar em vigor.
A proposta que amplia o porte de arma para nove categorias de servidores representa uma mudança significativa no Estatuto do Desarmamento, focando no porte funcional e sob estrito controle das instituições. O avanço na Comissão de Segurança Pública é um passo importante, mas o caminho legislativo ainda exige aprovação na CCJC e no Senado para que as novas regras se tornem realidade.
Em prisão domiciliar, ex-presidente Jair Bolsonaro pede autorização ao STF para se reunir com Rogério Marinho e Tereza Cristina. Entenda a estratégia.
Decisão do ministro do STF atinge imóvel em Angra dos Reis (RJ) em meio a investigação contra Willer Tomaz por lavagem de dinheiro e apostas online. Saiba mais.
Processo em que o senador Sergio Moro é réu por insinuar venda de sentenças de Gilmar Mendes aguarda andamento no gabinete da ministra Cármen Lúcia. Saiba mais.
Um novo projeto de lei pode permitir o abatimento de gastos com a saúde de cães e gatos na declaração do Imposto de Renda. Saiba quais despesas seriam incluídas e o limite anual.