Relatório do SUS aponta falhas graves em contrato com a Qfrotas na gestão de Adriane Lopes em Campo Grande. Prefeitura terá que devolver R$ 345 mil. Entenda o caso.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS) revelou que a Prefeitura de Campo Grande, sob a gestão de Adriane Lopes (PP), pagou R$ 589.389,28 pela manutenção de uma única ambulância do SAMU ao longo de dois anos e cinco meses. Atualizado em 8 de outubro de 2026. O relatório aponta falhas graves na fiscalização de um contrato com a empresa Qfrotas, que resultou na determinação de que o município devolva R$ 345.301,95 por aplicação indevida de recursos.
O relatório do Sistema Nacional de Auditoria do SUS analisou o contrato firmado com a empresa Qfrotas entre janeiro de 2024 e março de 2025, período no qual a prefeitura pagou R$ 1,9 milhão por serviços de manutenção. A investigação identificou nove inconformidades graves, destacando a fragilidade no controle dos gastos públicos. Conforme a apuração, a responsabilidade de fiscalizar os serviços era delegada à própria empresa contratada, o que expôs a administração ao risco de pagamentos indevidos.
Entre os problemas encontrados estão:
A prefeitura justificou que a empresa utilizava um software próprio para orçamentação, a Tabela Cilia, mas o argumento não foi aceito pelos auditores, que consideraram a prática uma delegação indevida da fiscalização.
O caso mais emblemático é o da ambulância de placa QAN-8339, cujos custos de manutenção somaram R$ 589.389,28. Segundo a auditoria, este valor é 264% superior ao preço de mercado de um veículo novo na época. A situação é agravada pelo fato de que, em 2024, a prefeitura mantinha um contrato de locação de 10 ambulâncias, o que significa que o dispendioso contrato de manutenção com a Qfrotas atendia a uma frota de apenas quatro veículos próprios.
A relação da gestão municipal com a Qfrotas é mais ampla. Desde 2022, a prefeitura firmou 24 contratos com a empresa para manutenção de veículos de diversas secretarias, totalizando R$ 48,5 milhões, valor que inclui R$ 37,8 milhões em aditivos contratuais.
A auditoria determinou a devolução de R$ 345.301,95 aos cofres federais. A investigação constatou que este montante, destinado à manutenção da frota do SAMU, foi utilizado em 56 outros veículos que não pertenciam oficialmente ao serviço de urgência. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) reconheceu a falha administrativa e informou que os valores seriam repostos ao longo do exercício financeiro.
De acordo com a auditoria do SUS, a gestão de Adriane Lopes pagou R$ 589.389,28 pela manutenção de uma única ambulância (placa QAN-8339) em um período de 2 anos e 5 meses.
A prefeitura terá que devolver R$ 345.301,95 porque a auditoria identificou que esses recursos, destinados ao SAMU, foram aplicados indevidamente na manutenção de 56 veículos que não faziam parte da frota oficial do serviço.
O contrato investigado pela auditoria do SUS foi firmado entre a Prefeitura de Campo Grande e a empresa Qfrotas Sistemas, que possui múltiplos contratos com a administração municipal.
A auditoria do SUS expõe severas falhas na gestão e fiscalização de contratos de manutenção da frota do SAMU em Campo Grande. Os achados, que incluem gastos antieconômicos e desvio de finalidade de verbas, resultaram em prejuízo ao erário e na obrigação de ressarcimento, levantando questionamentos sobre a responsabilidade administrativa na condução dos recursos da saúde pública.
Em prisão domiciliar, ex-presidente Jair Bolsonaro pede autorização ao STF para se reunir com Rogério Marinho e Tereza Cristina. Entenda a estratégia.
Decisão do ministro do STF atinge imóvel em Angra dos Reis (RJ) em meio a investigação contra Willer Tomaz por lavagem de dinheiro e apostas online. Saiba mais.
Processo em que o senador Sergio Moro é réu por insinuar venda de sentenças de Gilmar Mendes aguarda andamento no gabinete da ministra Cármen Lúcia. Saiba mais.
Um novo projeto de lei pode permitir o abatimento de gastos com a saúde de cães e gatos na declaração do Imposto de Renda. Saiba quais despesas seriam incluídas e o limite anual.