Ministra do STF é instada a liberar pauta sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa antes do 2º turno. Entenda o que está em jogo e o impacto nas eleições de 2026.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), está sob pressão para liberar o julgamento que pode alterar a Lei da Ficha Limpa (ADI 7881) antes do segundo turno das eleições de 2026. Atualizado em 7 de outubro de 2026, o caso retornou ao seu gabinete e aguarda um despacho para que possa ser pautado no plenário presencial, uma decisão com impacto direto na elegibilidade de candidatos que disputaram o pleito deste ano.
O julgamento sobre as alterações na Lei da Ficha Limpa foi interrompido no plenário virtual após um pedido de destaque do ministro Flávio Dino. A medida transferiu a análise do ambiente online para uma sessão presencial, o que, regimentalmente, zera o placar e envia o processo de volta à relatora, Cármen Lúcia, conforme noticiado pelo blog de Lauro Jardim em O Globo. Agora, cabe a ela liberar o caso para que o presidente do STF, Edson Fachin, possa marcar uma nova data para a votação.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881, movida pela Rede Sustentabilidade e pela Educafro, questiona a Lei Complementar 219/25, que flexibilizou as regras de inelegibilidade. A principal mudança alterou o marco inicial para a contagem do prazo de oito anos de punição.
As alterações aprovadas pelo Congresso em 2025 foram criticadas por, na prática, reduzirem o tempo de punição de políticos condenados. Entre os pontos centrais, estão:
Antes da interrupção do julgamento, a ministra Cármen Lúcia votou pela inconstitucionalidade das mudanças. Em seu voto, ela afirmou que as alterações representam um "patente retrocesso" e "esvaziam o instituto da inelegibilidade", argumentando que a nova lei poderia permitir que o período de inelegibilidade terminasse antes mesmo do cumprimento das consequências jurídicas da condenação, segundo o portal Migalhas.
A decisão do STF definirá quais regras de contagem de prazo de inelegibilidade serão aplicadas aos candidatos que disputaram as eleições de 2026. Muitos concorreram com registros sub judice, aguardando uma definição da Justiça Eleitoral. O resultado do julgamento pode, portanto, validar ou anular mandatos de políticos eleitos, dependendo do critério adotado pela Corte. Nomes como Eduardo Cunha e Anthony Garotinho são citados entre os que acompanham o caso de perto, de acordo com o Poder360.
A Rede Sustentabilidade e a organização Educafro, autoras da ação, enviaram um pedido à ministra solicitando a liberação do processo para que o julgamento seja concluído ainda em outubro, antes do segundo turno.
O placar no plenário virtual estava 2 a 1 para derrubar as alterações na lei. A relatora Cármen Lúcia e o ministro Luiz Fux votaram pela inconstitucionalidade, enquanto o ministro Gilmar Mendes abriu divergência parcial.
É um recurso que permite a qualquer ministro transferir um caso do plenário virtual para o plenário físico. Isso força um debate presencial entre os magistrados e reinicia a contagem dos votos.
O futuro da Lei da Ficha Limpa está nas mãos do STF, com um passo processual crucial dependendo da ministra Cármen Lúcia. A pressão de entidades da sociedade civil busca acelerar uma definição que traga segurança jurídica ao resultado das eleições de 2026, evitando que a elegibilidade de candidatos permaneça em um limbo jurídico.
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