Deputado pede apuração sobre a origem dos recursos e financiamento de imóvel de luxo que serve como QG da pré-campanha do senador. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Polícia Federal (PF) para investigar a compra de uma mansão de R$ 14,5 milhões em Brasília, que estaria sendo utilizada como base para as articulações políticas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A representação foi motivada por reportagens do ICL Notícias. Atualizado em 2 de julho de 2026.
Na notícia de fato encaminhada ao diretor-geral da PF, Lindbergh Farias solicita uma apuração completa sobre a origem dos recursos, as condições do financiamento concedido e o uso político do imóvel, localizado no Lago Sul. Segundo a representação, a residência foi adquirida por José Vicente Santini, coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, e passou a ser usada pelo senador para reuniões e articulações políticas.
O parlamentar questiona a origem dos R$ 4 milhões pagos como entrada e a regularidade do financiamento de R$ 10,5 milhões concedido pelo Banco de Brasília (BRB). "A pergunta investigativa é simples: quem pagou, com que dinheiro, por qual caminho financeiro e em benefício de quem?", afirma Lindbergh no documento, conforme divulgado pelo ICL Notícias.
A operação financeira é um dos pontos centrais do pedido de investigação. As parcelas iniciais do financiamento seriam de aproximadamente R$ 128 mil mensais, o que exigiria uma renda estimada em cerca de R$ 429 mil por mês. O deputado pede que esses valores sejam confrontados com a renda declarada e a capacidade econômica de José Vicente Santini.
A peça também solicita que a PF investigue uma possível conexão entre a operação imobiliária, o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, ampliando o escopo das apurações já existentes.
O imóvel foi adquirido por José Vicente Santini, apontado na representação como o coordenador da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro.
A mansão foi comprada por R$ 14,5 milhões, com uma entrada de R$ 4 milhões e um financiamento de R$ 10,5 milhões concedido pelo Banco de Brasília (BRB), o mesmo que financiou a compra da mansão do próprio Flávio Bolsonaro.
O deputado pede que a PF investigue a origem dos recursos usados na compra, a regularidade da operação de crédito e se há benefício político ou eleitoral para Flávio Bolsonaro com o uso do imóvel, custeado por seu coordenador de campanha.
A iniciativa de Lindbergh Farias formaliza as suspeitas sobre a operação imobiliária ligada ao QG político de Flávio Bolsonaro, levando o caso para a esfera da Polícia Federal. A investigação, se aberta, deverá esclarecer a origem dos fundos e a legalidade do financiamento de um imóvel de alto valor utilizado nas articulações da pré-campanha do senador.
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