Provas da PF revelam que a empresária Roberta Luchsinger bancou viagens de luxo de Lulinha aos Alpes, com custos de R$ 2 milhões. Entenda o caso e a investigação no STF.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, realizou viagens de luxo para os Alpes suíços e franceses que teriam sido integralmente pagas pela empresária e lobista Roberta Luchsinger, segundo apuração da Polícia Federal (PF). Atualizado em 26 de outubro de 2026. As evidências, que incluem fotos e vídeos de jatos privados, chalés de luxo e despesas que ultrapassam R$ 2 milhões, foram encontradas no celular da empresária e fazem parte de um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme reportagem da revista VEJA.
As viagens, documentadas em fotos e vídeos, ocorreram em 2024 e 2025. Uma das estadias foi no início de 2025 em Crans-Montana, nos Alpes suíços, em um complexo de ultraluxo chamado Ultima, onde as diárias podem passar de 22 mil francos suíços, de acordo com a VEJA. Apenas esta temporada na Suíça teve um custo estimado em R$ 1,5 milhão.
Segundo as publicações, o pacote de luxo incluía:
Outra viagem, realizada em 2024, teve como destino Courchevel, nos Alpes franceses, um conhecido recanto de milionários. Fontes da investigação citadas pela VEJA e pelo portal Terra Brasil Notícias afirmam que a soma dos custos das viagens pagas por Luchsinger a Lulinha ultrapassa os R$ 2 milhões.
As provas que detalham as viagens foram encontradas pela Polícia Federal no celular de Roberta Luchsinger, apreendido durante a Operação Sem Desconto, que apurava fraudes no INSS. O material agora integra um inquérito sigiloso no STF que investiga Lulinha e a empresária por suposto tráfico de influência e corrupção, como informa a CNN Brasil.
A principal linha de investigação, segundo a VEJA, é que Luchsinger usava sua proximidade com o filho do presidente para oferecer a outros empresários um acesso privilegiado a interlocutores do governo federal. Atualmente, Lulinha reside na Espanha, enquanto a investigação avança no Brasil.
O caso ganhou maior repercussão após o presidente Lula, em uma tentativa de se distanciar do escândalo, afirmar publicamente que não conhecia Roberta Luchsinger, a quem chamou de "pilantra". A empresária reagiu duramente, acusando o presidente de ser "covarde", "machista, misógino e canalha", conforme relatado pela VEJA.
Luchsinger também já manifestou a intenção de negociar um acordo de delação premiada para revelar detalhes sobre a relação de negócios e a suposta atuação de Lulinha como intermediário de interesses no governo do pai.
Fontes da investigação citadas pela imprensa apontam que os custos totais das viagens bancadas por Roberta Luchsinger ultrapassam R$ 2 milhões. Apenas a estadia nos Alpes suíços em 2025 é estimada em R$ 1,5 milhão.
De acordo com as provas coletadas pela Polícia Federal, a empresária e lobista Roberta Luchsinger foi quem arcou com todas as despesas das viagens de luxo de Lulinha e sua família.
A investigação apura um suposto esquema de tráfico de influência e corrupção. A PF suspeita que Luchsinger utilizava sua proximidade com o filho do presidente para facilitar negócios e oferecer acesso de empresários ao governo federal.
As revelações, baseadas em provas colhidas pela Polícia Federal, colocam Fábio Luís Lula da Silva no centro de uma investigação sobre tráfico de influência. As viagens milionárias aos Alpes, supostamente financiadas por Roberta Luchsinger, são a face mais visível de uma trama que envolve acusações, a possibilidade de uma delação premiada e o desgaste político para o governo, enquanto o caso segue em apuração no STF.
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