Nova pesquisa AtlasIntel, a ser divulgada em 1º de julho, medirá o impacto do racha no bolsonarismo e do caso Wagner. Entenda o cenário atual da disputa.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A corrida presidencial de 2026 aguarda um novo termômetro nesta quarta-feira, 1º de julho, com a divulgação da pesquisa AtlasIntel. O levantamento é o primeiro a medir simultaneamente os efeitos de dois episódios que dominaram o noticiário político recente: o racha público entre Michelle e Flávio Bolsonaro e o avanço das investigações do caso Banco Master, que agora atinge o governo com a saída de Jaques Wagner da liderança no Senado. Atualizado em 28 de junho de 2026.
As pesquisas nacionais divulgadas em junho mostraram um cenário relativamente convergente, mas com nuances. De acordo com levantamentos da Quaest, BTG/Nexus e CNT/MDA, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Por outro lado, a pesquisa Datafolha mais recente, de 20 de junho, registrou estabilidade, sugerindo que o desgaste do senador pode ter perdido intensidade.
No Datafolha, Lula aparece com 47% das intenções de voto em um cenário de segundo turno, contra 43% de Flávio Bolsonaro, exatamente os mesmos números registrados em maio. No primeiro turno, o presidente soma 41% e o senador, 31%.
A expectativa em torno da AtlasIntel se deve à sua capacidade de capturar o humor do eleitorado após dois eventos de grande repercussão que os levantamentos anteriores não mediram integralmente.
A pesquisa terá um bloco exclusivo sobre a crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. O instituto perguntará quem é visto pelo eleitorado como o principal herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro e qual foi o alcance do vídeo divulgado pela ex-primeira-dama criticando o enteado, buscando medir se o episódio influenciou a reorganização do eleitorado conservador.
Se o caso Banco Master inicialmente gerou desgaste para Flávio Bolsonaro, a investigação envolvendo Jaques Wagner (PT) criou uma nova variável para a campanha de Lula. A AtlasIntel será o primeiro levantamento nacional realizado integralmente após a repercussão da operação da Polícia Federal e a saída de Wagner da liderança do governo, podendo indicar se o caso produziu algum reflexo eleitoral para o Palácio do Planalto.
A divulgação está prevista para esta quarta-feira, 1º de julho. A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-04582/2026, ouviu 5.000 eleitores entre os dias 25 e 30 de junho, com margem de erro de um ponto percentual.
Divulgado em 20 de junho, o Datafolha apontou estabilidade. No segundo turno, Lula marcou 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo os números de maio. No primeiro turno, o placar foi de 41% para Lula e 31% para o senador.
Sim. As primeiras pesquisas após a revelação dos áudios, como a AtlasIntel de maio, registraram um forte impacto negativo, com o senador caindo 6 pontos no segundo turno. A Quaest também mostrou que 65% dos eleitores consideraram um erro o pedido de recursos feito por Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro. A nova pesquisa indicará se esse desgaste se consolidou ou continua.
A nova pesquisa AtlasIntel será crucial para definir as narrativas da pré-campanha. Os resultados indicarão se Lula mantém a vantagem registrada pela maioria dos institutos, se Flávio Bolsonaro conseguiu interromper o desgaste provocado pelo caso Banco Master e, principalmente, se a crise interna no bolsonarismo e a investigação sobre Jaques Wagner já começaram a produzir efeitos mensuráveis na disputa presidencial.
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