Projetos de lei que autorizam o porte de arma para advogados, corretores e vigilantes avançam no Congresso. Entenda o que muda e quais categorias podem ser incluídas.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Projetos que autorizam o porte de arma de fogo para novas categorias profissionais avançaram no Congresso Nacional, com aprovações em comissões da Câmara dos Deputados e do Senado. Atualizado em 13 de julho de 2026, é importante destacar que as mudanças ainda não estão em vigor e dependem da conclusão da tramitação legislativa para se tornarem lei.
As propostas buscam incluir na lista de autorizados profissionais que, segundo os textos, estão expostos a situações de risco em seu dia a dia, como advogados, corretores de imóveis e vigilantes. Conforme apurado pelas fontes, a aprovação em comissão é um passo importante, mas não libera o porte de forma imediata ou automática.
Diversos projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional mencionam categorias específicas que poderiam passar a ter o direito de solicitar o porte de arma. As propostas que já receberam parecer favorável em comissões de segurança incluem os seguintes profissionais:
O andamento dos projetos varia para cada profissão. Os casos com maior avanço recente envolvem advogados e corretores de imóveis, que tiveram propostas aprovadas em comissões de segurança pública.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que considera a atividade de corretor de imóveis como de risco, permitindo a solicitação do porte. A justificativa, segundo o portal ND Mais, é que esses profissionais visitam imóveis vazios e atendem pessoas desconhecidas, muitas vezes em locais afastados.
No Senado, a Comissão de Segurança Pública aprovou um projeto que autoriza o porte de arma para defesa pessoal de advogados com registro ativo na OAB. O argumento é que a profissão pode expor os trabalhadores a ameaças, especialmente em casos criminais e disputas de alto grau de tensão, conforme noticiado pelo Correio de Minas.
Uma proposta que avançou na Câmara reconhece a atividade de vigilante como de risco permanente e estende o porte de arma para fora do horário de serviço. Atualmente, o uso do armamento é restrito ao expediente, de acordo com o portal ND Mais.
Projetos para agentes de trânsito, fiscais ambientais e médicos veterinários também foram aprovados em comissões. As justificativas apontam os riscos enfrentados em operações de fiscalização, atuação em áreas rurais isoladas e combate a crimes ambientais, como desmatamento e garimpo ilegal, segundo o Portal Tempo Novo.
Não. A aprovação em uma comissão é apenas uma das etapas do processo legislativo. Os projetos ainda precisam passar por outras comissões, como a de Constituição e Justiça (CCJ), e, em alguns casos, pela votação nos plenários da Câmara e do Senado antes de seguirem para a sanção presidencial, como explicam as fontes.
Não. Mesmo que as leis sejam aprovadas, o porte não será automático. Cada profissional interessado precisará cumprir individualmente todas as exigências legais, que incluem comprovar capacidade técnica, passar por avaliação psicológica, apresentar certidões negativas de antecedentes criminais e ter o registro regular da arma, de acordo com o Portal Tempo Novo.
A posse de arma permite manter o armamento registrado exclusivamente dentro de casa ou no local de trabalho (se o proprietário for o responsável legal pelo estabelecimento). Já o porte de arma autoriza o cidadão a transportar e carregar a arma consigo fora desses locais, de forma discreta, conforme detalhado pelo ND Mais.
Embora o debate sobre a ampliação do porte de arma para novas profissões tenha avançado significativamente no Congresso Nacional, com a aprovação de projetos em comissões, nenhuma nova categoria profissional já tem o direito garantido. A tramitação continua, e a liberação efetiva depende da conclusão de todo o processo legislativo e da sanção presidencial. Até lá, as regras atuais do Estatuto do Desarmamento permanecem em vigor.
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