Projetos que liberam o porte de arma para advogados, corretores e mais categorias avançam no Congresso. Entenda o que muda e quem pode ser incluído.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Projetos de lei que autorizam o porte de arma de fogo para novas categorias profissionais avançaram em comissões do Congresso Nacional, aproximando trabalhadores de diversas áreas da possibilidade de obter a licença. Atualizado em 7 de agosto de 2026.
As propostas, que ainda precisam passar por mais etapas de votação antes de se tornarem lei, consideram a exposição a riscos como principal justificativa. Entre as profissões contempladas estão advogados, corretores de imóveis, vigilantes e fiscais. É importante ressaltar que a aprovação em comissão não libera o porte de forma imediata ou automática, segundo as fontes consultadas.
Diversos projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal buscam incluir novas categorias na lista de autorizados a solicitar o porte de arma. A justificativa central é que esses profissionais enfrentam ameaças e atuam em ambientes vulneráveis. As propostas que já avançaram em pelo menos uma comissão incluem:
Outras categorias, como servidores do Procon e guardas civis municipais, também são mencionadas em projetos, mas com andamentos distintos no Congresso.
As propostas para advogados e corretores de imóveis estão entre as mais adiantadas. Para os corretores, a Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um texto que autoriza o porte durante o exercício da profissão, considerando o risco de visitar imóveis vazios e lidar com desconhecidos. O profissional precisaria de registro ativo no CRECI, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.
No caso dos advogados, a Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou um projeto que permite o porte para defesa pessoal. O argumento é a exposição a ameaças em casos criminais, disputas familiares e processos de alta tensão, segundo o Correio de Minas.
Projetos também contemplam agentes que atuam em fiscalizações externas e em segurança. Fiscais ambientais, que trabalham em áreas remotas combatendo crimes como desmatamento e garimpo ilegal, tiveram proposta aprovada na Comissão de Segurança Pública da Câmara. Agentes de trânsito que atuam em patrulhamento ostensivo também estão incluídos em um projeto que avançou no Senado.
Para os vigilantes, uma proposta reconhece a atividade como de risco e prevê o porte de arma pessoal, inclusive fora do horário de serviço, para que possam se defender de retaliações.
Não. Este é um ponto crucial destacado em todas as propostas. A aprovação dos projetos de lei não concede o porte de arma de forma automática. Em vez disso, as categorias profissionais passam a ter o direito de solicitar a autorização, que dependerá de uma análise individual.
Cada profissional interessado ainda precisará cumprir todos os requisitos legais já existentes, como:
Advogados, corretores de imóveis, agentes de trânsito, fiscais ambientais, vigilantes e médicos veterinários são algumas das profissões cujos projetos de lei já foram aprovados em ao menos uma comissão temática na Câmara ou no Senado.
Não. A aprovação em uma comissão é apenas uma das etapas do processo legislativo. Os projetos ainda precisam passar por outras comissões (como a de Constituição e Justiça) e, em seguida, serem votados nos plenários da Câmara e do Senado antes de irem para a sanção presidencial.
A discussão sobre a ampliação do porte de arma para novas profissões está avançando no Congresso Nacional, com várias categorias sendo reconhecidas como atividades de risco. Embora os projetos tenham sido aprovados em comissões importantes, a mudança ainda não é definitiva e não elimina a necessidade de cumprir rigorosos requisitos individuais para a obtenção da licença.
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