Operação do MPSC em Barra Velha e Navegantes inutilizou 13 toneladas de peixes e camarões impróprios para consumo. Saiba os motivos do descarte.
Olyvio Marques
Editor · Santa Catarina · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 15 de outubro de 2026. Uma operação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) resultou no descarte de aproximadamente 13 toneladas de pescados e derivados impróprios para consumo em Barra Velha e Navegantes. A ação, realizada na quarta-feira (14), encontrou graves irregularidades sanitárias, falhas de armazenamento e falta de comprovação de origem dos produtos.
Em Barra Velha, no Litoral Norte, a fiscalização inutilizou um total superior a cinco toneladas de produtos. Segundo o MPSC, uma indústria de alimentos à base de pescados foi responsável pelo descarte de cerca de cinco toneladas devido a problemas sanitários e de armazenamento. Além disso, uma peixaria teve 230 quilos de pescados inutilizados por falta de comprovação de procedência, e outro comércio descartou 800 quilos por irregularidades de rastreabilidade e rotulagem.
O maior volume de produtos irregulares, no entanto, foi encontrado em uma indústria de Navegantes, onde 7,9 toneladas de alimentos foram descartadas. A fiscalização constatou que a maior parte dos pescados estava em uma câmara frigorífica operando a 13°C, temperatura muito acima dos 4°C recomendados para a conservação segura, conforme divulgado pelo MPSC.
A coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Consumidor do MPSC, promotora de Justiça Aline Restel Trennepohl, alertou para os perigos. "Produtos de origem animal armazenados fora das condições adequadas podem representar riscos à saúde dos consumidores. As fiscalizações existem justamente para evitar que alimentos sem condições adequadas cheguem à mesa da população", afirmou em comunicado oficial.
Os principais motivos foram irregularidades sanitárias, armazenamento em temperatura inadequada (uma câmara operava a 13°C em vez de 4°C), falta de comprovação de origem e problemas de rastreabilidade e rotulagem, representando risco à saúde pública.
Ao todo, a operação em Barra Velha e Navegantes descartou aproximadamente 13 toneladas de pescados e produtos derivados considerados impróprios para o consumo.
A ação foi conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por meio do Programa de Proteção Jurídico-Sanitária dos Consumidores de Produtos de Origem Animal (POA), em conjunto com outros órgãos de vigilância.
A operação reforça a importância do cumprimento das normas sanitárias para garantir a segurança alimentar da população. A fiscalização, parte de um programa reestruturado do MPSC, busca fortalecer os serviços de inspeção municipais e proteger os consumidores de riscos associados a produtos de origem animal comercializados irregularmente.
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