Uma docente da rede estadual de Santa Catarina é investigada por supostamente adulterar um documento de uma aluna para favorecer o próprio filho. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Santa Catarina · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma professora da rede estadual de Santa Catarina é acusada de falsificar um laudo neuropsicopedagógico de uma aluna para beneficiar o próprio filho em uma escola particular na Grande Florianópolis. A suposta fraude foi descoberta em junho de 2026, após a profissional que emitiu o laudo original ser contatada pela instituição de ensino. Atualizado em 29 de outubro de 2026.
A denúncia aponta que a professora, que atuou com contrato temporário em uma escola de Biguaçu entre agosto e dezembro de 2025, teria se aproveitado da função para obter o relatório confidencial de uma aluna. Segundo a acusação, ela converteu o arquivo para um formato editável, substituindo os dados da estudante pelos de seu filho e alterando as datas de vigência do documento, de acordo com informações do portal NSC Total.
O laudo adulterado manteve o logotipo e o padrão de redação da neuropsicopedagoga para parecer autêntico e foi enviado à escola particular em São José em 20 de maio de 2026. Além dos dados cadastrais, resultados clínicos também teriam sido manipulados.
A falsificação foi descoberta em 2 de junho de 2026, durante uma reunião virtual entre a equipe técnica do colégio e a neuropsicopedagoga. Ao ser questionada sobre o laudo do menino, a profissional afirmou que nunca havia atendido a criança ou sua família, confirmando o plágio de seu relatório e o uso indevido de sua identidade profissional.
Conforme a reportagem do NSC Total, a escola informou que descartou o prontuário do aluno até que o caso seja resolvido. A Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina não havia se posicionado sobre o caso até a publicação da matéria original.
A neuropsicopedagoga, vítima da fraude, moveu uma ação judicial contra a professora pedindo uma indenização de R$ 10 mil por danos morais. Ela alega que o uso indevido de sua credencial abalou sua reputação profissional.
A ação também solicita a inclusão do governo estadual como réu, argumentando que houve falha no dever de proteger documentos confidenciais. Além do processo judicial, uma demanda foi registrada na Ouvidoria do Governo de Santa Catarina para apuração administrativa da conduta da servidora.
Ela é acusada de falsificação material e ideológica de um laudo neuropsicopedagógico. A denúncia afirma que ela usou o documento de uma aluna, alterou os dados para os de seu filho e o apresentou em uma escola particular.
A fraude foi identificada quando a escola particular entrou em contato com a neuropsicopedagoga que supostamente assinou o laudo. Durante uma reunião, ela negou ter atendido o menino e confirmou que seu relatório havia sido plagiado.
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