Condenado pelo STF por trama golpista, Reginaldo Abreu de Azevedo enfrenta ação da Fundação Habitacional do Exército por empréstimo não pago. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O coronel do Exército Reginaldo Abreu de Azevedo, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e foragido nos Estados Unidos, é alvo de uma ação judicial por uma dívida de quase R$ 40 mil com a Fundação Habitacional do Exército (FHE). A cobrança ocorre enquanto um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes segue em aberto contra o militar. Atualizado em 9 de agosto de 2026.
A Fundação Habitacional do Exército (FHE), que administra a POUPEX, ingressou com uma ação para cobrar um débito de R$ 39,9 mil de Reginaldo Abreu. Segundo os autos do processo, a dívida tem origem em um empréstimo de aproximadamente R$ 60 mil contratado pelo coronel em maio de 2023.
Do valor total, cerca de R$ 31 mil foram liberados para o militar, enquanto R$ 28,5 mil foram usados para quitar um débito anterior com a mesma instituição. O contrato previa parcelas mensais de R$ 1,5 mil, que foram pagas até julho de 2025, quando o coronel se tornou inadimplente. Oficiais de Justiça tentaram intimar Azevedo em endereços em Brasília, mas não o localizaram.
Reginaldo Abreu foi condenado pela Primeira Turma do STF a 15 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Ele integrou o chamado "núcleo 4" da trama golpista, acusado de disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas e promover ataques virtuais contra autoridades para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
O militar é considerado foragido desde 10 de abril de 2026, quando o Exército e a Polícia Federal tentaram cumprir o mandado de prisão expedido por Moraes. No entanto, o coronel vive nos Estados Unidos desde 2023 e, segundo sua defesa, não tem previsão de retorno ao Brasil.
Os advogados de Reginaldo Abreu afirmam que a interrupção dos pagamentos do empréstimo ocorreu por um motivo alheio à sua vontade: a suspensão de seus vencimentos do Exército, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. A defesa alega que, até então, as parcelas eram descontadas diretamente em folha. Além disso, os advogados contestam os valores cobrados pela FHE e analisam medidas para contestar possíveis encargos indevidos.
Ele é considerado foragido porque há um mandado de prisão ativo contra ele, expedido pelo STF após sua condenação definitiva. Contudo, ele não foi localizado pelas autoridades no Brasil, pois reside nos Estados Unidos desde 2023, antes da ordem de prisão ser emitida.
Reginaldo Abreu foi condenado a 15 anos e 6 meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada, por sua participação em um grupo que disseminava desinformação contra o processo eleitoral.
Não diretamente. A dívida é com a Fundação Habitacional do Exército (FHE), uma entidade financeira de direito privado ligada à instituição, que também administra a POUPEX. A cobrança, portanto, tem natureza financeira, e não administrativa ou disciplinar do Exército.
O caso do coronel Reginaldo Abreu de Azevedo evidencia uma dupla frente de problemas judiciais: enquanto é procurado para cumprir uma pena de mais de 15 anos por crimes contra a democracia, enfrenta uma cobrança por inadimplência financeira. A situação expõe as consequências legais de seus atos, tanto na esfera criminal quanto na civil, mesmo estando fora do país.
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