O espólio do empresário, representado pelo pai Mitsuo Matsunaga, movimentou recursos após o desarquivamento do inventário. Entenda os detalhes da decisão judicial.
Olyvio Marques
Editor · Justiça · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A família de Marcos Matsunaga, empresário assassinado em 2012, resgatou investimentos financeiros e encerrou uma conta bancária em seu nome. A movimentação foi autorizada pela Justiça após o desarquivamento do processo de inventário no início de 2026, conforme apurado pelo Metrópoles. O espólio é representado pelo pai da vítima, Mitsuo Matsunaga. Atualizado em 10 de agosto de 2026.
O espólio de Marcos Matsunaga obteve autorização judicial para realizar uma série de operações financeiras. De acordo com a decisão, foi permitido o levantamento de valores que estavam depositados em juízo e vinculados ao processo de inventário. A família também recebeu permissão para movimentar e encerrar uma conta no banco Santander, localizada em uma agência na Vila Leopoldina, em São Paulo.
Além disso, a autorização judicial incluiu o resgate de aplicações que estavam mantidas em fundos de investimento. Após a conclusão das transferências, o inventariante, Mitsuo Matsunaga, apresentou a prestação de contas, que foi considerada regular pelo juiz responsável. Com isso, o processo, que tramita em segredo na Vara da Família e Sucessões da Lapa, foi novamente arquivado. Os valores totais movimentados são mantidos sob sigilo.
A administração do espólio de Marcos Matsunaga está a cargo de seu pai, Mitsuo Matsunaga, de 82 anos. Conhecido como o "rei da pipoca", Mitsuo foi presidente da Yoki, empresa familiar vendida para a General Mills em 2012, ano do crime. Sua fortuna é estimada em R$ 2 bilhões, segundo a lista de bilionários da Forbes de 2025, onde ocupou a 189ª posição.
Mitsuo e sua esposa, Misaki Kitano, também detêm a guarda da única filha de Marcos e Elize Matsunaga. A herança do empresário foi integralmente destinada à filha, hoje com 16 anos, que vive sob os cuidados dos avós paternos desde o assassinato.
Não. Elize Matsunaga foi formalmente excluída do direito à herança após ser condenada pelo assassinato do marido. A legislação brasileira, através do Código Civil, a declarou "indigna" de receber a sucessão, impedindo que ela tivesse acesso a qualquer bem particular de Marcos.
O valor de aproximadamente R$ 900 mil que Elize recebeu não é herança, mas sim sua meação. O casal era casado em regime de comunhão parcial de bens, o que garante ao cônjuge sobrevivente o direito a metade do patrimônio construído durante a união. Esse direito civil é distinto da herança e foi preservado.
A única herdeira de todo o patrimônio de Marcos Matsunaga é sua filha. Conforme a decisão judicial que excluiu Elize da sucessão, todos os bens, participações societárias e outros ativos foram direcionados para a menina, cujo patrimônio é administrado pelos avós paternos até que ela atinja a maioridade.
A recente movimentação financeira encerra um capítulo importante na gestão do patrimônio de Marcos Matsunaga. Conduzida por seu pai, a operação garante que os ativos sejam devidamente administrados e preservados para a única herdeira, enquanto os detalhes financeiros permanecem protegidos por segredo de Justiça.
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