Um menino de 8 anos encontrou um raro fragmento de estatueta romana de 1.700 anos durante uma trilha no deserto de Israel. A peça pode representar o deus Júpiter.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um menino de 8 anos, identificado como Dor Wolynitz, encontrou um fragmento de uma estatueta romana com cerca de 1.700 anos durante uma caminhada com sua família na região da Cratera Ramon, no deserto de Negev, em Israel. Atualizado em 3 de junho de 2026.
Durante um passeio de fim de semana, enquanto procurava objetos com formatos incomuns no chão para mostrar aos amigos, o garoto notou o que parecia ser uma pedra listrada, diferente das demais ao redor, conforme relatado por fontes locais. Ao pegá-la, a família decidiu mostrar o item ao arqueólogo Akiva Goldenhersh, que acompanhava o grupo.
"A princípio, pensei que fosse um fóssil. Mas então notei as dobras esculpidas da vestimenta e fiquei muito animado", relatou Goldenhersh à imprensa israelense. A análise inicial confirmou que se tratava de um artefato antigo de grande valor histórico.
O fragmento, que mede aproximadamente 6 por 6 centímetros, foi esculpido em fosforita, um mineral comum na região do deserto de Negev. Segundo a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), essa característica sugere que a estatueta foi produzida localmente, e não importada, o que amplia sua importância para a compreensão da arte local da época.
A peça preserva parte de uma figura humana com uma vestimenta drapeada, possivelmente um himation, comum na arte greco-romana. Embora a identificação definitiva seja difícil devido à ausência da cabeça e membros, especialistas acreditam que a figura pode representar uma de duas divindades:
A descoberta ganha relevância por ter ocorrido perto da antiga Rota do Incenso (ou Rota das Especiarias), uma importante via comercial que conectava o Extremo Oriente aos portos do Mediterrâneo durante os períodos romano e nabateu.
É um fragmento de uma estatueta romana de aproximadamente 1.700 anos, medindo 6x6 cm e feito de fosforita. Acredita-se que represente o deus Júpiter ou a divindade sincrética Zeus-Dushara.
O artefato foi encontrado por Dor Wolynitz, um menino de 8 anos, durante uma excursão em família na Cratera Ramon, no deserto de Negev, em Israel.
A família entregou o fragmento ao Departamento de Tesouros Nacionais da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), onde será preservado e estudado. Dor Wolynitz recebeu um certificado de reconhecimento pela sua atitude cívica.
A descoberta de Dor Wolynitz reforça a importância arqueológica do deserto de Negev e oferece novas pistas sobre a vida cotidiana, a produção artística e as crenças religiosas durante o período romano na região. A atitude do menino em entregar o artefato às autoridades foi elogiada como um exemplo de cidadania e contribuição para a preservação da história.
Caso inédito no México: um husky siberiano de 3 anos receberá pensão mensal e terá despesas veterinárias divididas após separação dos tutores. Entenda.
Na ilha de Syros, a ONG Syros Cats oferece acomodação e café da manhã para voluntários que trabalhem 5 horas por dia cuidando de gatos resgatados. Saiba mais.
Filhote de zebra com dias de vida foi encontrado hipotérmico em represa na África do Sul. Equipe de resgate o salvou e usou drones para reencontrar sua mãe.
O ciclone tropical Dolphin se intensifica para a categoria 5 no Oceano Pacífico, com ventos violentos. Entenda a trajetória e os riscos para o Japão.