Um raro sarcófago romano de 5 toneladas foi encontrado selado na antiga cidade de Epidaurum, na Croácia. Entenda a importância deste achado arqueológico para a história da região.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um sarcófago do período romano tardio, com cerca de 5 toneladas, foi descoberto intacto e selado por mais de 1.500 anos em Cavtat, na Croácia. Atualizado em 25 de junho de 2026. O achado, ocorrido durante escavações no sítio da antiga colônia de Epidaurum, é considerado "extremamente raro" por arqueólogos, pois preserva seu conteúdo original sem sinais de saques.
A excepcionalidade do achado está em seu estado de conservação. O sarcófago foi encontrado em sua posição original, a cerca de três metros de profundidade, com a argamassa de cal usada para selar a tampa ainda intacta, conforme divulgado pelos Museus e Galerias de Konavle. Essa condição prova que a tumba não foi violada por saqueadores ou danificada por construções ao longo dos séculos, oferecendo aos pesquisadores uma "cápsula do tempo" da Antiguidade.
Segundo a instituição, "este tipo de achado é extremamente raro no contexto arqueológico croata", pois a maioria das tumbas antigas sofreu alterações. A integridade do sepulcro garante que todo o depósito funerário primário permaneceu inalterado, o que permite um estudo preciso dos rituais e costumes da época.
Após uma complexa operação para erguer a pesada tampa, os arqueólogos confirmaram a presença de uma inumação primária de um único indivíduo. Embora os restos ósseos estivessem em mau estado de conservação, a equipe recuperou depósitos orgânicos e outros materiais que serão submetidos a análises laboratoriais.
Esses estudos podem revelar informações cruciais sobre a pessoa enterrada, como dieta, saúde e possíveis crenças, além de desvendar detalhes sobre as práticas funerárias das elites tardorromanas na costa da Dalmácia.
A extração do monumento de cinco toneladas foi uma operação delicada que envolveu uma equipe multidisciplinar de arqueólogos, restauradores, antropólogos e topógrafos. A arqueóloga Helena Puhara liderou os trabalhos de escavação no local.
Após a documentação e coleta de amostras, o sarcófago foi cuidadosamente transferido para um local público em Cavtat, próximo ao Mausoléu da Família Račić e ao Cemitério de São Roque. A decisão visa integrar a peça ao patrimônio local, permitindo que moradores e turistas possam ver de perto este testemunho tangível da antiga Epidaurum.
O sarcófago foi encontrado em Cavtat, na Croácia, durante escavações preventivas no sítio da Rua Zorina 8. Este local fazia parte da necrópole da antiga colônia romana de Epidaurum, uma importante cidade portuária no Adriático.
Especialistas datam o sarcófago como sendo do período romano tardio, fabricado aproximadamente entre os séculos IV e VI d.C., uma fase de grandes transformações no final do Império Romano do Ocidente.
O termo "salonitano" indica que o estilo do sarcófago está ligado aos influentes ateliês de Salona, a antiga capital da província romana da Dalmácia, que hoje corresponde à Croácia.
A descoberta do sarcófago selado de Epidaurum representa uma oportunidade única para a arqueologia. Mais do que um objeto antigo, é um contexto funerário preservado que promete fornecer dados inéditos sobre a vida e a morte na costa do Adriático durante a transição do mundo clássico para a Idade Média.
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