Conheça a Ponte Binacional Franco-Brasileira, que liga Oiapoque (AP) à Guiana Francesa. Desde agosto de 2026, a travessia é livre para brasileiros.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A primeira ponte a ligar o Brasil diretamente a um território da União Europeia permite uma travessia de carro de aproximadamente um minuto e, desde agosto de 2026, não exige visto ou passaporte para brasileiros. Atualizado em 31 de outubro de 2026.
A estrutura, chamada Ponte Binacional Franco-Brasileira, conecta o município de Oiapoque, no Amapá, à cidade de Saint-Georges-de-l'Oyapock, na Guiana Francesa, que é um departamento ultramarino da França. Isso significa que, ao cruzar a ponte, um viajante entra oficialmente em território europeu.
A Ponte Binacional é uma estrutura estaiada com 378 metros de extensão sobre o Rio Oiapoque, que serve como fronteira natural entre o Brasil e a França. Ela foi projetada para ser a primeira conexão terrestre entre os dois países, impulsionando o comércio e a circulação de pessoas na região amazônica, conforme informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
A construção, que custou cerca de R$ 71 milhões, foi concluída em 2011, mas a ponte só foi inaugurada e aberta ao tráfego em março de 2017, após anos de atraso na construção das instalações de controle de fronteira do lado brasileiro.
Desde 1º de agosto de 2026, cidadãos brasileiros não precisam mais de visto para entrar na Guiana Francesa. A medida, resultado de um acordo entre os governos do Brasil e da França, atende ao princípio da reciprocidade, já que cidadãos franceses também não necessitam de visto para entrar no Brasil. A decisão beneficia diretamente o estado do Amapá, que possui a única fronteira terrestre do Brasil com a França.
Antes dessa mudança, a exigência de visto era um dos principais entraves para o aumento do fluxo de pessoas e veículos pela ponte, que permanecia baixo apesar de sua inauguração.
A ideia de uma ponte ligando os dois países foi anunciada oficialmente em 1997 pelos então presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil) e Jacques Chirac (França). No entanto, as obras só começaram em 2009. Após a conclusão da estrutura em 2011, a ponte permaneceu fechada por quase seis anos, tornando-se um símbolo da burocracia e da falta de infraestrutura de apoio, como os postos de fiscalização da Receita Federal e da Polícia Federal no lado brasileiro.
A travessia de carro entre Oiapoque e Saint-Georges-de-l’Oyapock pela Ponte Binacional leva aproximadamente um minuto, de acordo com estimativas baseadas na sua extensão de 378 metros.
A ponte está localizada no extremo norte do Brasil, ligando a cidade de Oiapoque, no estado do Amapá, a Saint-Georges-de-l’Oyapock, na Guiana Francesa, um território ultramarino da França e, portanto, parte da União Europeia.
Desde 1º de agosto de 2026, brasileiros não precisam de visto para entrar na Guiana Francesa. A fonte de referência da notícia afirma que a travessia "não exige visto ou passaporte de brasileiros".
A travessia pela Ponte Binacional Franco-Brasileira é gratuita tanto para veículos particulares quanto para pedestres.
A Ponte Binacional Franco-Brasileira representa um marco geopolítico e de infraestrutura, sendo a única conexão terrestre do Brasil com um território da União Europeia. Com o fim da exigência de visto para brasileiros em 2026, a estrutura finalmente cumpre seu potencial de integrar as populações e economias de Oiapoque e Saint-Georges, facilitando o trânsito em uma das fronteiras mais singulares do mundo.
Novas áreas em Santa Cruz do Sul foram declaradas de utilidade pública para o avanço da duplicação da RSC-287. Saiba quais trechos serão afetados.
O Ministério da Justiça negou o pedido do SBT para alterar a classificação indicativa do Programa do Ratinho. Entenda os motivos da decisão e o que muda para a emissora.
Procurando um celular com câmera potente e tela de alta qualidade? O Motorola Moto G Max de 256 GB atinge seu menor preço histórico. Saiba como aproveitar a promoção.
Conheça a Fábrica de Hugo, o negócio criado por pais para empregar o filho autista. Veja como essa e outras iniciativas mostram que a inclusão no trabalho é possível.