Um casal de araras-canindé foi registrado em um momento único ao lado da Lua, no entardecer de Campo Grande. Saiba mais sobre os hábitos da ave-símbolo da cidade.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um casal de araras-canindé foi registrado em uma cena poética ao entardecer em Campo Grande (MS), dividindo o céu com a Lua. As aves, conhecidas por formarem pares para a vida toda, foram flagradas por um morador em uma árvore oca, um comportamento típico da espécie. Atualizado em 26 de setembro de 2026.
A imagem capturou as duas araras-canindé (Ara ararauna) em um ninho no tronco de uma árvore, com a Lua ao fundo, compondo um cenário de grande beleza. Conhecida como a "capital das araras", Campo Grande se tornou um refúgio urbano para a espécie, que se adaptou à arborização da cidade para se alimentar e reproduzir, conforme aponta o Instituto Arara Azul.
A presença das aves é tão marcante que a arara-canindé foi instituída como ave-símbolo do município pela Lei Municipal nº 5.561, de 2015. É comum avistá-las em bandos ou, mais frequentemente, em pares, voando entre os prédios e parques da cidade.
As araras-canindé são aves monogâmicas que formam casais para a vida inteira. Por esse motivo, é comum observá-las voando em duplas ou em trios, quando o casal está acompanhado de um filhote. Apesar da vida a dois, elas participam de bandos que podem ter mais de 30 indivíduos, com os quais dormem em poleiros coletivos.
A adaptação a ambientes urbanos, como o de Campo Grande, é uma resposta ao desmatamento de seus habitats naturais. A cidade oferece árvores frutíferas, como bocaiuva e manga, que servem de alimento, e palmeiras mortas, cujos troncos ocos são ideais para a construção de ninhos.
O período reprodutivo da arara-canindé ocorre geralmente entre os meses de julho e dezembro, podendo se estender até fevereiro. A fêmea bota de dois a quatro ovos em cavidades de troncos, principalmente de palmeiras mortas, com um período de incubação de aproximadamente 28 dias.
Embora uma fonte aponte a espécie como ameaçada de extinção, o status de conservação global da arara-canindé, segundo a Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), é classificado como "Menos Preocupante". No entanto, o Instituto Arara Azul alerta que suas populações estão diminuindo devido a ameaças como o desmatamento, a caça e o tráfico de animais, que captura a ave por sua beleza e capacidade de imitar palavras.
A espécie tem uma ampla distribuição pela América do Sul, sendo encontrada em biomas brasileiros como a Amazônia, o Pantanal, o Cerrado e a Mata Atlântica. Também habita países como Colômbia, Peru, Bolívia e Argentina. Devido à degradação de seu habitat, adaptou-se a viver em cidades arborizadas como Campo Grande.
O registro do casal de araras-canindé ao lado da Lua em Campo Grande é mais do que uma bela imagem: é um lembrete da resiliência da vida selvagem e de sua capacidade de adaptação. A cena reforça a importância da arborização urbana e da convivência harmoniosa entre o desenvolvimento das cidades e a conservação da biodiversidade.
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