Considerada extinta no país desde os anos 80, a ariranha-gigante voltou a nadar nos rios do Parque Iberá. Entenda como um projeto de conservação tornou isso possível.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A ariranha-gigante (Pteronura brasiliensis), maior predador aquático da América do Sul, voltou a ser vista em liberdade nos rios da Argentina após um desaparecimento de 40 anos. Considerada localmente extinta desde 1986, a espécie foi reintroduzida com sucesso no Parque Nacional Iberá, na província de Corrientes, graças a um projeto da organização Rewilding Argentina. Atualizado em 22 de junho de 2026.
O desaparecimento da ariranha-gigante do território argentino foi resultado de uma combinação de fatores humanos. Durante as décadas de 1950 e 1960, a caça intensa para abastecer o comércio internacional de peles dizimou grande parte da população, conforme aponta o portal O Antagonista. Além da caça, a destruição de seus habitats naturais para a expansão da agricultura e a poluição dos rios agravaram a situação, levando a espécie a ser considerada extinta no país desde o último registro confirmado em 1986.
O retorno da ariranha foi fruto de um trabalho meticuloso iniciado em 2017 pela Rewilding Argentina. O projeto envolveu a colaboração de zoológicos internacionais para formar novos grupos familiares. Segundo o site Terra, um casal, formado pela fêmea Nima (vinda do Zoológico de Madri) e pelo macho Coco (trazido da Dinamarca), foi um dos primeiros a ser introduzido.
Antes da soltura, os animais passaram por um rigoroso processo de adaptação, que incluiu:
O nascimento de filhotes em território argentino é considerado a prova do sucesso do projeto, garantindo o restabelecimento de uma população reprodutiva.
A presença da ariranha-gigante é fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Como predador de topo, ela controla as populações de peixes e outros animais, como crustáceos e pequenos jacarés, evitando desequilíbrios na cadeia alimentar. De acordo com diversas fontes, a espécie funciona como um "indicador ambiental" ou "termômetro biológico", pois sua presença geralmente indica rios com boa qualidade de água e um ecossistema saudável. Além do benefício ambiental, o retorno do animal também impulsionou o ecoturismo na região, gerando renda para as comunidades locais.
A ariranha-gigante foi reintroduzida e reapareceu no Parque Nacional Iberá, localizado na província de Corrientes, na Argentina. A região de pântanos e rios oferece o habitat ideal para a sobrevivência da espécie.
Sim, a espécie está classificada como "em perigo" de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A caça ilegal, a destruição do habitat e a contaminação da água são as principais ameaças que levaram à sua extinção em várias regiões da América do Sul.
O retorno da ariranha-gigante à Argentina após 40 anos é um marco para a conservação ambiental, demonstrando que a recuperação de espécies localmente extintas é possível com planejamento e esforço contínuo. Além de restaurar o equilíbrio ecológico dos rios do Parque Iberá, o projeto fortalece o ecoturismo e serve de modelo para outras iniciativas de preservação na América do Sul.
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