Dados da NASA, NOAA e Copernicus confirmam que o buraco sobre a Antártida teve tamanho e duração reduzidos, um forte sinal da recuperação do planeta. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida em 2025 foi um dos menores e de menor duração registrados nas últimas décadas, reforçando a tendência de recuperação do planeta. Atualizado em 2 de dezembro de 2025, o anúncio foi feito por agências como a NASA, a NOAA e o serviço europeu Copernicus, que atribuem o sucesso ao esforço global do Protocolo de Montreal.
As medições de 2025 apresentaram resultados animadores. Segundo o serviço Copernicus, o buraco se fechou em 1º de dezembro, mais cedo do que nos cinco anos anteriores. Cientistas da NASA e da NOAA classificaram o fenômeno como o quinto menor desde 1992.
A recuperação da camada de ozônio é um resultado direto do Protocolo de Montreal, um acordo internacional de 1987 que baniu gradualmente o uso de substâncias destruidoras de ozônio (SDOs), como os clorofluorcarbonos (CFCs). De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o tratado levou à eliminação de mais de 99% da produção e consumo desses compostos químicos.
Paul Newman, cientista da NASA, destacou o impacto do acordo: "O buraco deste ano teria sido mais de um milhão de quilômetros quadrados maior se ainda houvesse tanto cloro na estratosfera quanto havia há 25 anos". Esta é uma prova concreta de que a cooperação internacional pode reverter danos ambientais globais.
Localizada na estratosfera, a camada de ozônio funciona como um escudo protetor, absorvendo cerca de 90% da radiação ultravioleta (UV) nociva do Sol. Sua proteção é vital para prevenir o aumento de casos de câncer de pele e catarata em humanos, além de proteger ecossistemas e a agricultura de danos severos.
As projeções científicas indicam uma recuperação gradual. A expectativa é que a camada de ozônio retorne aos níveis de 1980 por volta de 2040 na maior parte do planeta, em 2045 no Ártico e até 2066 sobre a Antártida, onde a destruição é mais severa.
O fenômeno ocorre principalmente na Antártida devido às temperaturas extremamente baixas durante o inverno polar (abaixo de -78°C). Esse frio intenso permite a formação de nuvens estratosféricas polares, cujos cristais de gelo aceleram as reações químicas que destroem as moléculas de ozônio na presença da luz solar da primavera.
Os dados de 2025 são uma celebração do sucesso da diplomacia ambiental e da ciência. A diminuição do buraco na camada de ozônio demonstra que ações coordenadas são eficazes. No entanto, a OMM alerta que o monitoramento contínuo é essencial para garantir que a recuperação do escudo protetor da Terra permaneça no caminho certo.
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